Ciclo de Palestras e Mostras Fotograficas no Brasil

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Portugues e Italiano (sotto)

De uma olhada nas fotos exclusivas sobre nossas palestras e mostras fotograficas no Brasil!!! Fotos

De uma olhada tambem nos videos sobre duas entrevistas na ALESC!!!
Programa Arte no Parlamento
Programa Jornal da Assembleia
Programa Ver Mais - Rede RIC Record

Finalmente comecamos a dividir mais e mais com as pessoas aquilo que vimos e vivencianos nestes tres intensos anos de pedal sobre nossas bicicletas. Talvez estejamos vivendo agora uma das partes mais enriquecedoras, emocionantes e porque nao dizer gratificantes de toda viagem. Mas gratificante mesmo do que o retorno apos tanto tempo. Afinal de que adianta pedalar tanto, conhecer tantos lugares, tantas pessoas e culturas diferentes, adquirir tantas informacoes e nao pode-las passar para as outras pessoas, nossos semelhantes… A resposta e obvia: NADAAAAAAAAA…Compartir e o que ha de mais belo e gratificante em nossas vidas. Pena que a sociedade e o ritmo acelerado que ela anda impeca as pessoas de perceberem isto. Por sorte nos, quietos, desapercebidos e lentos sobre os selins de nossas inseparaveis companheiras nos damos conta disso e nao deixamos passar em vao algo tao importante. E que assim seja…Contamos com a presenca de todos nos proximos eventos

Obrigado mais uma vez e boas pedaladas

Abaixo segue um calendario com os eventos ja realizados no Brasil e outros em aguarde de datas de fechamento

Palestra e Mostra Fotografica no SENAI Tijucas - dia 2 de setembro de 2009

Palestra e Mostra Fotografica na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC) - dia 30 de setembro de 2009

Palestra e Mostra Fotografica no Anfiteatro Leda Regina em Tijucas - Promocao ACIT e CDL Tijucas
Dia : 14 de outubro as 20:00 horas - Ingressos no local ou reservas antecipadas

Palestra e Mostra Fotigrafica durante a cerimonia de premiacao da Jornada Fotografica de Tijucas
Data, local e horario ainda a serem confirmados

Palestra e Mostra Fotigrafica na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
Data, local e horario ainda a serem confirmados

Palestra no SENAI de Brusque para o Ensino Medio
Data, local e horario ainda a serem confirmados

Italiano

Date un’occhiata alle nuove foto delle conferenze e delle mostre in Brasile > Fotos

E date un’occhiata alle due interviste alla ALESC (Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina)
Programa Arte no Parlamento
Programa Jornal da Assembleia
Programa Ver Mais - Rede RIC Record

Abbiamo finalmente cominciato a condividere con chi ci circonda quello che abbiamo visto e vissuto in questi tre intensi anni di pedalate. Forse e’ proprio adesso che stiamo vivendo la parte piu’ arricchente, emozionante e, perche’ no, gratificante di tutto il viaggio. E’ persino piu’ gratificante dell’essere tornato a casa dopo molto tempo. Alla fin fine a cosa serve pedalare tanto, conoscere molti posti e culture diverse, acquisire tante informazioni se poi non e’ possibile passarle agli altri… La risposta viene da se’, niente. Condividere e’ una delle cose piu’ belle che ci sia. Peccato che in molti casi il ritmo che la societa’ impone fa si’ che le persone non lo percepiscano. Fortunatamente noi, tranquilli, lenti e inosservati sui sellini delle nostre inseparabili compagne di viaggio, le biciclette, ce ne siamo accorti e non ci siamo fatti sfuggire una cosa cosi’ importante. Contiamo con la presenza di tutti nei prossimi eventi.
Grazie e buone pedalate

Qui sotto troverete un calendario con gli eventi gia’ realizzati e con i prossimi

Conferenza e Mostra Fotografica al SENAI Tijucas - 2 settembre 2009

Conferenza e Mostra Fotografica all’Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC) - 30 settembre 2009

Conferenza e Mostra Fotografica nell’Anfiteatro Leda Regina a Tijucas - Promocao ACIT e CDL Tijucas
Dia : 14 de outubro as 20:00 horas - Ingressos no local ou reservas antecipadas

Conferenza e Mostra Fotigrafica durante a cerimonia de premiacao da Jornada Fotografica de Tijucas
Data, local e horario ainda a serem confirmados

Conferenza e Mostra Fotigrafica na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianopolis
Data, local e horario ainda a serem confirmados

Conferenza no SENAI de Brusque para o Ensino Medio
Data, local e horario ainda a serem confirmados

 

Leia mais Comentar 07 de Outubro, 2009

Boas Novas

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Portugues e Italiano (sotto)

De uma olhada nas fotos exclusivas sobre este novo texto!!! Fotos

Confira tambem nossa foto de chegada no Jornal de Tijucas (www.jornaltijucas.com.br Edicao 407)

Ola pessoal! Ha duas semanas chegamos ao Brasil, repletos de ideias, esperancas e um pouco de frio. Pedalamos os ultimos 400 kms ate minha cidade natal. Na chegada em silencio a pequena Tijucas, muita emocao. Agora comecamos a trabalhar o nosso vasto material, fazer mostras fotograficas, conferencias, enfim dividir com amigos e alguns mais nossa rica experiencia. E para coroar isto tudo dos tres contos de viagem que mandamos a um concurso italiano, um foi selecionado entre os finalistas. Agora precisamos da ajuda de todos com um voto. Para tanto basta cadastrar-se no site www.vagabondo.net e votar no nosso conto chamado Vagabondando per l’Africa. Assim estamos concorrendo ate um premio de 1.000 euros, dinheiro fundamental no projeto de escrever e publicar um livro.

Italiano
Date un’occhiata alle nuove foto > Fotos e a foto pubblicata nel Jornal de Tijucas (www.jornaltijucas.com.br Edizione 407)

Buongiorno a tutti! Siamo arrivati in Brasile con molte idee, speranza e… un po’ di freddo. Abbiamo pedalato gli ultimi 400 km fino alla mia città natale. L’arrivo silenzioso a Tijucas è stato molto emozionante. Ci siamo già messi al lavoro col nostro materiale per mostre fotografiche, conferenze e soprattutto per condividere con amici ed altre persone la nostra preziosa esperienza. Uno dei tre racconti che abbiamo inviato ad un concorso italiano è stato selezionato tra i finalisti. Adesso abbiamo bisogno del vostro aiuto con un voto. E’ sufficiente registrarsi al sito www.vagabondo.net e votare il nostro racconto intitolato Vagabondando per l’Africa.
Stiamo concorrendo per un premio di 1000 euro che ci aiuterebbe nel progetto di scrivere e pubblicare un libro.

 

Leia mais Comentar 22 de Junho, 2009

Convite

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Portugues e Italiano (Sotto)

Gostariamos de convidar todos para nossas primeiras mostras fotograficas, encontros e conferencias que faremos em primeira mao na Italia. Sabemos que por motivos diversos, principamente a distancia, grande parte da corrente de amigos feitos ao longo destes quase tres anos, bem como aqueles de longa data, nao poderao comparecer. Porem como um dos objetivos principais de nossa viagem e de nossas vidas e de sempre compartilhar, condivir com os outros tudo aquilo que vivemos em cima de nossas bicicletas, neste momento nao menos especial, nao poderia ser diferente.

Dia 29 de marco – Festival de Cinema Africano – Milano – Lancamento do livro a “Corrida de bicicleta mais doida do mundo” do jornalista de La Gazzetta dello Sport Gianmarco Passanesi, com participacao e exibicao e mostra das fotos de nossa viagem de 1 ano no continente Africano.
Horario : 17:00 hrs Local: Casa del Pane – Dentro dos Bastioes de Porta Veneza

Dias 18 e 25 de abril – Loja Decathlon Cairoli – Mostra fotografica e exibicao das bicicletas e do material usado durante toda a viagem. Estaremos todo o dia a disposicao do publico para esclarecer duvidas, responder curiosidades e incentivar os presentes sobre a importancia da bicicleta como meio de transporte mais ecologico, amigavel e eficiente ja inventado (Projeto Eurovias /Viagem na Africa).
Horario: Todo o dia apartir das 10:00 hrs Local : Loja Decathlon, Cairoli, Milano, nas proximidades do Castello Sforzesco.

Dia 22 de abril – Comunidade de Besozzo – Mostra fotografica e Conferencia sobre todos os nosso tres anos de viagem em bicicleta, incluindo-se ai o Projeto Eurovias (Viagem sobre o estudo de mobilidade com bicicleta na Europa) e a viagem na Africa (viagem e voluntariado na Africa).
Horario e local ainda a serem confirmados na proxima semana (informacoes atualizadas no nosso website na proxima semana!)

Todas as 55 fotos de nossa mostra fotografica estarao a venda. Se alguem ha interesse em adquirir alguma destas belas fotos em formato A3 (30×40 cm) em alta qualidade impressa em papel fotografico, basta dar uma olhada no ultimo album (Fotos Mostra Fotografica)Fotos e mandar-nos um email (contato@eurovias.com.br) com o numero da foto. Preco Europa 25 Euro.

Agradecemos desde ja a colaboracao e a presenca de todos.

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Vorremmo invitarvi alle nostre prime mostre fotografiche e conferenze che, per il momento si terranno in Italia. Sappiamo che per varie ragioni, in primo luogo la distanza, la maggior parte degli amici fatti lungo il cammino di questi quasi tre anni di viaggio, così come molto amici di vecchia data, non potranno essere presenti. Poichè condividere con gli altri quello che abbiamo visto e vissuto è sempre stato uno dei nostri obiettivi principali, vi mandiamo lo stesso questo invito.

Domenica 29 Marzo, festival del Cinema Africano e Asiatico, Milano. Presentazione del libro “La corsa più pazza del mondo” del giornalista de La Gazzetta dello Sport Gianmarco Passanesi, con la nostra partecipazione ed esibizione delle foto scattate in Africa.
Orario: h 17.00 presso La Casa del Pane , Portello Ovest di Porta Venezia, Milano.

Sabato 18 e sabato 25 Aprile, al negozio Decathlon di Largo Cairoli, Milano. Mostra fotografica e presentazione delle nostre biciclette e del materiale usato in viaggio. Saremo tutto il giorno a disposizione del pubblico per rispondere a domande e chiaccherare di tutte le curiosità del nostro viaggio e, ovviamente incentivare l’uso della bicicletta.
Dalle 10 del mattino fino a chiusura negozio. Negozio Decathlon Cairoli, MM1 Cairoli, Milano.

Mercoledì 22 Aprile, Comune di Besozzo, Varese. Mostra fotografica econferenza sui tre anni di viaggio in bicicletta, Progetto Eurovias (bici come mezzo di trasporto) e esperienza di viaggio e volontariato in Africa.
Luogo e data da definirsi la prossima settimana, date un’occhiata al sito.

Tutte le 55 foto della nostra mostra fotografica sono in vendita. Se qualcuno fosse interessato alla vendita in formato A3 (30×40 cm) in alta qualità su carta fotografica, può dare un’occhiata al nostro ultimo album (Fotos Mostra Fotografica)Fotos e mandare un email all’indirizzo contato@eurovias.com.br, con il numero della foto. Prezzo 25 Euro.

 

Leia mais 1 comment 22 de março, 2009

Egito

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Portugues e Italiano (sotto)

De uma olhada nas fotos exclusivas sobre este novo texto!!! Fotos

Confira tambem este texto publicado na integra no Jornal de Tijucas (www.jornaltijucas.com.br Edicao 393)

Lago Nasser, em algum lugar entre o Sudao e Egito. Se o imenso espelho cristalino do maior corpo de agua ja criado pela mao do homem pudesse refletir meus pensamentos, certamente mostrariam uma profunda nostalgia sudanesa. Uma hospitalidade, uma solidariedade voluntaria, sem precedentes. Na minha chegada a portuaria Wadi Halfa, uma vila nilense do lado sudanes, incertezas, semelhantes as que sombream o futuro do maior rio africano. Nao tinha dinheiro suficiente para embarcar no ferry boat com destino ao Egito, e que consequentemente levaria-me ao fim de minha viagem na Africa. Mas, sentia-me confortavelmente tranquilo, assim como em toda minha estadia no Sudao. Em poucos dias, sem ao menos saber como e de onde, recebi muita ajuda, inclusive um bilhete de embarque. E pensar que a midia, erroneamente e massivamente, bombardea diarimente noticias sobre conflitos, guerras e falta de seguranca, no pais mais tranquilo e, ironicamente, mais seguro que ja viajei. Que assim seja, que o turismo massivo fique longe de aqui por mais um tempo e mantenha preservada e inalterada a identidade do sudanes. O mesmo ja nao posso dizer do sofrido Nilo, que com criacao da grande represa em Aswan em 1971, viu suas forcas serem podadas, fundamentais na luta contra a poluicao que o sufoca diarimente no hiper turistico Egito. Por sorte o pior foi evitado. Gracas a uma gigantesca mobilizacao internacional, uma enorme quantidade de templos e sitios arqueologicos egipicios foram removidos antes de remacerem eternamente submersos. Porem na minha chegada a Aswan (Egito), o precioso tesouro sudanes chamado hospitalidade nao pode ser salvo de afundar no choque brusco com uma grande cidade novamente. Grande, extremamente turistica e nos padroes ocidentas conhecidos. Surpreso, abismado e perdido entre as movimentadas avenidas e as ofertas insistentes sobre qualquer atividade turstica para “gringo” segui caminhando ao longo de uma verdadeira riviera nilotica. Para piorar estavamos na alta estacao onde uma grande invasao boreal da “melhor idade”, escapando do rigoroso inverno, tomava conta dos locais e dos sitios arqueologicos mais conhecidos. Meio absorto em pensamentos, meio indignado com a constante abordagem dos egipcios realizei que o final da viagem havia chego. Minha intencao de pedalar ate Luxor, 200 kms a norte, fora descartada depois que obtive a confirmacao de ser ainda mais turistica, e que provavelmente teria que faze-la em comboio com escolta policial ate la. Um preco que o Egito sempre cobra, pela sua moderacao islamica, e por sua discutida amizade com as forcas do mal, lideradas sempre pelos Estados Unidos. Como resultado uma eterna obsessao egipicia por seguranca recorrente dos constantes ataques a destinos turisticos por parte de grupos extremistas islamicos. Assim, apenas uma semana separava-me do meu aviao de retorno a Italia, e nao hesitei em tomar um trem ate o Cairo. Mais uma vez decisao acertada. Nem mesmo o turismo e a poluicao, ambos massivos e inquinantes na gigante capital Cairo, conseguiram apagar a riqueza e beleza dos aureos tempos da civilizacao egipicia. Carinhosamente acolhido pela simpatica francesa Mireille, conhecida na viagem pelo Sudao, tive a oportunidade e o prazer de perder-me pela gigante cidade. Tarefa praticamente impossivel sozinho, visto a massa de 20 milhoes que povoa uma selva de concreto, envolta diarimente em dioxido de carbono, areia e barulho. Mireille e a cerca de 13 anos guia turistica no Egito, e atraves de todo o seu conhecimento do pais e de sua capital, tive a oportunidade de conhecer as belezas e porque nao dizer a verdade da grande maioria dos habitantes da metropole. Destaque para algumas partes do labirintico bairro islamico, onde o dia a dia do egipiciano e melhor refletido. Entre infindaveis copos de cha, tragos de shisha (narguile), cheiro profuso e inebriante de frutas, pao e especiarias, fomos percorrendo as ruelas estreitas, descobrindo assim um povo extremamente simpatico e acolhedor encoberto ate entao pela espessa capa turistica. Apesar do caos aparente que sempre predomina, Cairo e extremamente segura, podendo-se andar tranquilamente em qualquer zona ate altas horas. Alias o clima desertico e quente, principalmente no verao, faz com que a vida das ruas prolongue-se noite adentro. Sobre o acervo arquitetonico e cultural que ponteia toda a cidade, incrivel, maravilhoso e indescritivel. Destaque a parte para as maravilhosas mesquitas, fontes de agua, o incrivel Museu Egipicio e e claro as famosas piramides de Gize. Sereno e realizado, aproveitei meu ultimo por do sol africano, as margens do Nilo. Voltei meus pensamentos as suas aguas, sempre repleta de turistas buscando um pouco mais do calor de Re, a divindade egipicia relacionada ao astro rei. Realizei que mesmo sufocado, mesmo agradedido das mais diversas formas nao perdia em sabedoria. Talvez sua indesejada forma lacunar ao sul construida pelas maos do homem, havia na verdade transformado-se em uma barreira natural, um imenso filtro que separava dois paises tao proximos e tao distintos ao mesmo tempo.

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Date un’occhiata alle nuove foto > Fotos e a questo articolo pubblicato nel Jornal de Tijucas (www.jornaltijucas.com.br Edizione 393)

Lago Nasser, da qualche parte tra il Sudan e l’Egitto. Se l’immenso specchio cristallino del maggior bacino d’acqua creato dall’uomo in tutti i tempi potesse riflettere i miei pensieri, senza dubbio rivelerebbe una forte nostalgia del Sudan, dove ho trovato un’ospitalità e una solidarietà senza precedenti. Quando sono arrivato nella città portuaria di Wadi Halfa, una piccola cittadina sulle sponde del Nilo ancora nella sua parte sudanese, mi sono venute molte incertezze, esattamente come quelle che aleggiano sul futuro del maggior fiume d’Africa. Non avevo i soldi sufficienti per prendere il ferry che mi avrebbe portato in Egitto e che, di conseguenza, mi avrebbe portato verso la fine del mio viaggio. Tuttavia mi sentivo tranquillo, come mi succedeva in Sudan. Nel giro di pochi giorni, senza capire esattamente come e da dove, ho ricevuto molti aiuti, compreso un biglietto d’imbarco. E pensare che i media , bombardano quotidianamente in misura massiccia rispetto ai conflietti, alle guerre e alla mancanza di sicurezza in uno dei paesi più tranquilli e sicuri in cui mi sono ritrovato a viaggiare. Che sia così dunque, che il turismo di massa stia alla larga da questo posto ancora per un po’ e che si mantenga preservata e inalterata l’identità sudanese. Non si può dire la stessa cosa del povero Nilo, che dopo la creazione della grande diga di Aswan nel 1971, ha visto indebolite le sue forze, fondamentali nella lotta contro l’inquinamento che lo soffoca quotidianamente nell’iper turistico Egitto. Grazie al cielo il peggio è stato scampato e grazie ad una forte mobilitazione internazionale, un’enorme quantità di templi e di siti archeologici sono stati spostati prima di rimanere dannegiati per sempre. Ma quando sono arrivato ad Aswan (Egitto), il prezioso tesoro sudanese chiamato ospitalità non si è fatto trovare da queste parti ed è affondato nel brusco shock con una grande città, così turistica da poter essere comparata agli standard europei a cui siamo abituati. Sorpreso e in qualche modo perso tra i movimentati viali e tra le continue ed insistenti richieste degli egiziani, sempre pronti ad offrirti dei pacchetti turistici, ho continuato a passeggiare lungo questa vera e propria riviera nilotica. Per peggiorare, essendo in alta stagione, c’era una vera e propria invasione di turisti in età avanzata che stavano scappando dal duro inverno europeo e che quindi riempivano i siti archeologici più famosi. In parte assorto nei miei pensieri, in parte indignato dall’essere abbordato di continuo dagli egiziani, ho realizzato che era giunta la fine del mio viaggio. Ho così scartato la mia intenzione di pedalare fino a Luxor, 200 km più a nord, soprattutto dopo aver confermato che si trattava di una destinazione ancor più turistica di quella in cui mi trovavo e che avrei dovuto essere scortato dalla polizia. Questo è un prezzo che spesso si paga in Egitto a causa della sua moderata tendenza islamica e della sua discussa amicizia con gli Stati Uniti d’America. Il risultato è infatti un’eterna ossessione degli egiziani per la sicurezza, soprattutto per i frequenti attacchi alle località turistiche da parte di gruppi di estremisti. Mancava una settimana al mio ritorno in Italia. A quel punto non ho esitato a prendere un treno fino al Cairo.La decisione ‘ stata ancora una volta quella giusta. Neppure il turismo e l’inquinamento, entrambi massicci nella gigantesca capitale, sono riusciti a coprire la ricchezza e lo splendore dei tempi aurei della civiltà egizia. Affettuosamente accolto dalla simpatica Mireille, una francese conosciuta durante il viaggio in Sudan, ho avuto l’opportunità e il piacere di perdermi per la grande città. Un compito che sarebbe stato molto difficile da solo, vista la massa di 20 milioni di abitanti che popola una vera e propria giungla di cemento, avvolta quotidianamente da monossido di carbonio, sabbia e confusione. Mireille lavora da 13 anni come guida turistica in Egitto e, grazie alla sua conoscenza del paese e della città, ho avuto l’opportunità di conoscere le bellezze di questa capitale e dei suoi abitanti. Meritano particolare attenzione alcune parti del labirintico quartiere islamico, dove il vivere quotidiano degli egiziani si riflette al meglio. Tra infinite tazze di tè, shisha (narghilè), odori e profumi di frutta, pane e spezie, abbiamo percorso le strette vie della città, scoprendo un popolo simpatico e accogliente, offuscato fino a quel punto dalla massa turistica. Malgrado il caos predominante, Il Cairo è una città molto sicura, dove si può camminare fino a tardi senza problemi. Il clima desertico fa sì che, soprattutto d’estate, la vita per la strada prosegua fino a tardi. L’architettura che predomina in tutta la città è assolutamente indescrivibile. Meritano le moschee, le fontane e l’incredibile Museo Egizio e, ovviamente, le famose piramidi di Gize. Sereno e soddisfatto, mi sono goduto il mio ultimo tramonto africano sulle sponde del Nilo. I miei pensieri sono subito corsi alle sue acque, sempre ricolme di turisti in cerca del calore di Re, la divinità egizia che rappresenta il sole. Mi sono accorto che nonostante sia soffocato e aggredito in vari modo, il fiume non perde la sua saggezza. Forse l’indesiderato bacino lacustre costruito dall’uomo un po’ più a sud, si è di fatto trasformato in barrera naturale, un immenso filtro che separa due paesi così vicini e così diversi allo stesso tempo.

 

Leia mais Comentar 11 de março, 2009

Brasil…..

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Confira tambem o ultimo servico publicado no Jornal de Tijucas (www.jornaltijucas.com.br Edicao 390)

De imediato, as pessoas ao olharem o titulo esperam naturalmente um texto sobre o meu querido pais, minhas eternas saudades. Certo? Em parte. A saudade, esta unica palavra nossa, e visivel, quase incontivel. Porem o motivo e que acabara de entrar no Sudao, o gigante africano, terra das longas distancias e vento forte varrendo uma terra plana, um horizonte sem fim. E quando comecei meus primeiros passos pelo arabe e aprendi o “Aina dai Brasil…”(Algo como “eu venho do Brasil”), o ja facil sorriso do sudanes se abria. Brasilll, Maradona!? Epa!!! E, ate aqui, no meio do deserto, a eterna rivalidade sul Americana era messa a posto. Desistia sempre e acabava concordando apesar de saber que os dois paises, tao belos porem tao distintos, pudessem ser confundidos. A primeira obvia pergunta claro era sobre futebol, depois café, samba e mulheres bonitas. Por maior que fosse minha persistencia tentando quebrar e ultrapassar estes mundialmente conhecidos esteriotipos canarinhos, estas famosas “imagens exportacao”, estas continuavam enraizadas la, no incosciente popular mundial. Talvez jamais perdessem seu posto, apesar do gigante sul Americano estar atualmente um pouco mais alem. O fato e que com estas simples palavras, camas para dormir apareceram, assim como doces, chas e refeicoes gratuitas em comunhao, bem a o estilo arabe. Horas e mais horas de conversa universal, em uma cumplicidade sem fim, a prescindir do dominio de linguas comuns. Mas o “ceu” tinha um preco, e meu longo purgatorio chamava-se vento norte . Incessante, castigante, extenuante. Comecei a analiza-lo com mais calma, tentando achar uma brecha ao pedal. A noite e pela manha cedo era mais fraco, porem em uma bela noite fui pego desprevido por uma verdadeira tempestade de areia, em uma incomum regiao. Ao norte, no deserto nubiano estas eram mais comuns e frequentes. Por sorte estava com a barraca bem ancorada e protegida e nao tive mais complicacoes. Assim, forcadamente minha rotina teria que mudar. Sem opcoes virei um ciclista noturno. Acordava todos os dias religiosamente as 3:00 hrs da manha e comecava minha gelida, solitaria e desertica rotina. E assim, dia apos dia fui progredindo no belo Deserto Nubiano, lugar de areia e vento com certeza. O pouco trafego no inicio da manha, tao escasso quanto o numero de pessoas, aliado a uma otima estrada favorecia meu alto rendimento. Rendimento que caiu drasticamente em um dia que insisti pedalar apos o meio dia. Impossivel!!! Entretanto, o frio das manhas so nao congelava meus pensamentos, minha viagem nesta infinita paisagem de areia. Fui longe, muito longe, talvez levado tambem pelos pensamentos de que o fim estava se aproximando apos longos e intensos anos. Sentia cansaco fisico e mental, e realizei que era hora de mudar mais uma vez. Neste tempo e certo que perdi cabelos, e muitos, que envelheci um pouco, que apareceram mais algumas rugas e dores em lugares novos. Mas ainda estava valendo a pena, e que cada gota de suor despendida no meu pedalar sem fim, era feita com extrema vontade de viver, com extrema exaltacao e amor pela vida. A chegada no Brasil estava eminente e pensando melhor sobre os nossos rotulos, em uma das infinitas retas, contra um forte vento, me perguntando mais uma vez o porque de tudo, pensei: ”E afinal, ver um jogador bailar com arte e confidencia, ao lado de uma bela mulher, por fim bebendo um cafezinho fresco ao som de um belo e saudoso samba, nao era algo tao mal assim….”

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Brasile

Dal titolo si potrebbe pensare che si tratti di un testo sul mio tanto amato paese, che mi manca infinitamente. In parte parlerò di questo. La “saudade” (parola che esiste unicamente nella lingua portoghese e che sta a significare una forte nostalgia), questa nostra unica parola, è grande e a volte difficile da controllare. L’ispirazione per questo testo è nata dopo essere arrivato in Sudan, il gigante africano, terra di immense distanze, dove un forte vento soffia costantemente su un paesaggio piano dall’orizzonte infinito. Una delle prime cose che ho imparato a dire in arabo è stata “Aina dai Brasil”, qualcosa come “Vengo dal Brasile”. Frase che faceva sorridere amichevolmente i sudanesi, che continuavano con “Brasil? Maradona!”. L’eterna rivalità sudamericana è arrivata fin qui, nel bel mezzo del deserto. Lasciavo sempre perdere e alla fine annuivo malgrado questi due paesi, tanto belli quanto diversi fra loro, venissero confusi. La prima domanda riguardava ovviamente il calcio, poi seguiva quella sul caffè, la samba e le belle donne. Per quanto tentassi di andare oltre questi stereotipi e questi luoghi comuni “da esportazione”, era difficile pensare di poterli sradicare, ormai così condivisi a livello mondiale. Forse rimarrà sempre così, malgrado questo gigante sudamericano sia andato ben oltre. Il fatto è che tuttavia queste semplici immagini erano sufficienti per far apparire letti per dormire, così come squisiti dolci, tè e belle tavole di cibo da mangiare in comune, in tipico stile arabo. Ore e ore di chiacchierate, trovando una complicità incredibile pur non parlando la stessa lingua. Ma questo paradiso aveva il suo prezzo da pagare: il vento del nord, incessante ed estenuante, una vera e propria punizione. Ho cominciato quindi ad analizzare meglio la situazione, vista la mia necessità di pedalare. Di notte e al mattino presto il vento era più calmo. Ciononostante, una bella notte mi sono trovato nel mezzo di una tempesta di sabbia in una regione dove queste non sono frequenti. Nel deserto nubiano, a nord, sono più frequenti e comuni. Per fortuna mi trovavo al sicuro, nella mia tenda ben piantata al suolo, e non ho avuto grossi problemi. Era chiaro, la mia routine sarebbe dovuta cambiare. Per mancanza di alternative sono diventato un ciclista notturno. Mi svegliavo ogni giorno religiosamente alle tre del mattino, per cominciare la mia giornata nel deserto freddo e solitario. In questo modo, giorno dopo giorno, ho raggiunto il deserto nubiano, luogo di sabbia e vento. Il traffico del mattino, scarso come il numero delle persone che a quell’ora si trovavano in giro, e un ottimo manto stradale, favorivano il mio rendimento fisico. Cosa impossibile da ottenere dopo mezzogiorno. Ci ho provato una volta. Impossibile! Tuttavia il freddo di quelle mattine non riusciva a congelare i miei pensieri e la mia volontà di viaggiare in quell’infinito paesaggio sabbioso. Andavo lontano, sempre più lontano, aiutato forse dall’idea che, dopo questi lunghi ed intensi anni, il viaggio stava arrivando alla fine. Sentivo la stanchezza fisica e mentale e ho realizzato che era arrivato ancora una volta il momento di cambiare. In questo tempo ho perso molti capelli, sono invecchiato un po’, mi è venuta qualche ruga in più e anche qualche doloretto qua e là. Ma ne stava valendo ancora la pena e ogni goccia di sudore nel mio infinito pedalare era la conseguenza di un’infinita voglia di vivere, di un amore estremo per la vita. Il mio ritorno in Brasile si sta avvicinando sempre di più. Percorrendo una delle rette infinite in mezzo al deserto, contro un forte vento, e ripensando ai tanti stereotipi sul mio paese, mi sono chiesto ancora una volta il perché stessi facendo tutto questo. Infine ho pensato che “vedere un giocatore ballando con classe, accanto ad una bella donna e bere un buon caffè al ritmo di una bella samba, non era poi così male…”

 

Leia mais Comentar 25 de Janeiro, 2009

Paciencia

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Confira tambem o ultimo servico publicado no Jornal de Tijucas (www.jornaltijucas.com.br Edicao 385)

Paciencia

Natal de 2008, montanhas do norte da Etiopia. Momento propicio para meditar, refletir sobre paciencia. Especialmente hoje que tive o dia mais dificil, o mais estressante com as mal educadas criancas etiopes. Ate o momento sempre tentei levar na esportiva, mas hoje perdi a linha, e se tivesse obtido sucesso nas minhas “n” investidas contra as pestinhas nao sei o que teria acontecido. Porem aqui estou no meu terceiro natal longe de casa, minha terceira passagem de ano se aproximando, mais distante do que nunca da terrinha. Agora, quase perto do final, preciso muita paciencia para superar a distancia dos entes, a falta do meu barro, da minha terra e que seus odores fazem a mim. A Etiopia tambem perfuma, cheira incenso, café, pimenta (berebere), frutas, esgoto, lixo e urina. E assim mesmo, tudo mesclado, indissociavel. Tambem cheira a injeera, uma especie de pao “em folha” local feito com tef, um cereal que so cresce nas altas terras etiopianas. Aqui os opostos caminham mais juntos e proximos do que nunca, separados talvez por uma linha tao sutil quanto as finas injeeras. E um pais unico, incrivel, talvez o melhor lugar da Africa e do mundo para se explicar e vizualizar as tao famosas discrepancias entre classes. E Addis Abebba, a gigante inquinante capital exprime perfeitamente o visual mais cru e verdadeiro desta triste realidade Africana e mundial. Crua e perigosa como os teree segas e kitfos, a carne crua tao venerada pelos etiopes que pode alimentar bem como trazer malatias. Pobres em uma mendicancia sem fim, como jamais vi em outro lugar, e ricos, muitos diretores de multinacionais dirigindo seus super carros em meio a buracos, esgoto e desesperados aos montes pelo chao. Alias os engravatados aumentam juntamente com a media de 6% anual de crescimento do PIB. Um crescimento um tanto quanto justificavel, sem muita base e equidade, mas que nos dias de hoje significa sifras, lucros a uma infima minoria. Durante meus infindaveis machiattos (café) e bolos, minhas quentes e variadas injeeras de cada dia, deixava a paciencia rolar, sem nunca perder de vista os sempre incapazes mendigando, outros tantos vasculhando o lixo em meio a nova praga africana chamada plastico, e centenas jogando conversa fora o dia todo, dias afora, sem saber o que fazer. E que paciencia que tem, a espera do que, e o pior de quando? Tive que tambem ter muita paciencia com a revolucao interna explodida em raiva no meu encontro com o maximo da ignorancia coletiva dos etiopes do norte. Ignorancia conveniente aos poucos ricos etiopes que comecam a reaparecer como abelhas no mel, tentando reaver um pouco do jubilo dos tempos reais de Haile Selassie, o onipresente. Privilegio de sangue azul perdido com a chegada do sangue vermelho comunista por parte de Menguistu, o ultimo ditador, amigo dos russos e de Fidel. Agora com a volta de um outro estracalhante “ismo” (capitalismo selvagem ao extremo), os senhores tentam recuperar um poucos seus feudos, usufruindo e muito da ainda maioria campesina. E tenho que ter paciencia, e tentar manter fechada minha boca, desejando que o “menino” bem aventurado nascido a muitos anos atraz me perdoe por isto. Ele com certeza entendera, pois foi um que sempre teve a lingua afiada contra todas as injusticas aos semelhantes. A esperanca chamada “revolucao Obama”, presenciada na mae Quenia, nao passou a fronteira e nao deu o ar da ressureicao mundial por estes lados. A unica forma aparente de transformacao vem dos olhinhos puxados com qualidade questionavel, do outro lado do mundo. Fato e que sao praticamente os unicos a vir aqui e a fazer concreto, literalmente, independente dos meios que usam para tal. E assim, quietos, parte da Africa ja e deles…Ainda neste devago, neste exercicio de paciencia embalado pelas duras montanhas, continuei minha retrospectiva africana. Sem duvidas perdi minha peciencia muitas vezes, nas esquinas deste imenso continente. Algumas vezes nas esquinas do vento contra, bradando a eternidade. Outras na extrema proximidade das pessoas, curiosas, interesseiras, amigas, inimigas, onde a ja escassa privacidade, momento importante de auto confissao perde-se em esfumutura. Infortunadamente com Francesca, devido talvez a ausencia de sensibilidade, excesso de proximidade, talvez ainda pela presenca de egoismo (um viajante em bicicleta e um egoista de certo modo sempre!!!), ou simplesmente pelo encontro de fortes personalidades. Sem paciencia tambem nas subidas infinitas, nas estradas ruins, ou nas duas ao mesmo tempo. Na relizacao de que o corpo tem limites, e que nao respeita-los pode custar um preco muito alto. Nas raras, mas marcantes, duras e infinitas estadias sobre camas de lugar algum, recuperando-se de doencas, sempre mais duras psicologicas do que fisicamente. Paciencia extrema nos infinitos pedidos de dinheiro, nas mais diversas linguas, desde de Cape Town, ate aqui (Etiopia), por uma tambem paciente e conformada legiao de flagelados. Paciencia tambem com a minha tambem flagelada bicicleta, mas que jamais me abandonou nestes 13 intensos anos de cumplicidade. Parece ter adquirido a habilidade de quebrar onde sempre era conveniente, e quando nao, testando e confiando na minha capacidade de improviso (mais uma vez paciencia e criatividade para superar o impossivel em meio ao nada, sem recursos). Tive e muita paciencia para me conter frente as atrocidades que os queridos compatriotas italianos cometeram aos pacificos etiopes. Pude assim realizar a verdadeira dimensao de Mussolini, figurando o quanto era pequena e doente sua figura. E voltando as criancas neste dia de natal, as subidas do norte etiope pareciam nao ter mais fim quando ordes delas caiam literalmente sobre a bicicleta, com uma pontaria certeira, sempre desesperadas, sem paciencia, testando a minha. Talvez elas estejam certas, fartas com a impassividade dos pais e com os sorrisos imoveis e constantes das maes “mulas”, sempre carregadas com lenha, graos ou agua. Talvez nao tenham mais paciencia de esperar o que nunca melhora, o que chega a mente pela parabolica, e que se afasta cada vez mais das maos. Mais um vez, agradeco quem sabe o “revolucionario e anarquista” por ter feito-me entende-las, sem justifica-las e claro. Daqui a mais alguns dias estarei partindo deste belo pais, sem um retorno certo. O fato e que pelo bem e pelo mal, tive que ressucitar e repitir esta virtude inumeras vezes, algo basico e fundamental viajando-se tao expostamente em cima de uma bicicleta. Assim pelo que sofri, pelo que aprendi, Etiopia e toda Africa, vos agradeco eternamente. Meu sincero obrigado, neste novo e incerto ano que comeca, sempre repleto de esperancas…

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Date un’occhiata alle nuove foto > Fotos e all’articolo pubblicato nel Jornal de Tijucas (www.jornaltijucas.com.br Edizione 385)

Pazienza

Natale 2008, altipiano nord etiope. Un’occasione perfetta per meditare, per riflettere sulla pazienza, soprattutto dopo una giornata come quella di oggi, tra le più dure e stressanti coi bambini etiopi. Fino ad ora l’ho sempre presa sportivamente, ma oggi ho davvero perso la pazienza e mi sono trattenuto per poco. Ad ogni modo sono qui. E’ il mio terzo Natale lontano da casa. Si sta avvicinando il terzo Capodanno e sono più lontano che mai dalla mia terra. Adesso, quasi alla fine del viaggio, ho bisogno di tanta pazienza per superare la distanza dalla mia famiglia e la nostalgia della mia terra, dei suoi odori. Anche l’Etiopia profuma. Profuma di incenso, caffè, peperoncino (berbere), frutta, fogna, spazzatura e piscio. E’ davvero così, una mistura unica e inseparabile. Profuma anche di ‘njeera, uno degli alimenti nazionali per eccellenza, una sorta di crèpe fatta con il tef, un cereale che cresce solo sull’altipiano etiope. Da queste parti gli opposti sono più evidenti e vicini che mai, separati forse da una linea sottile quanto una ‘njeera. E’ realmente un paese unico, incredibile, forse uno dei migliori posti in Africa e nel mondo per guardare da vicino il divario tra le classi. Addis Ababa, la grande ed inquinata capitale etiope, esprime perfettamente questa triste realtà, cruda e pericolosa come il tere sega ed il kitfo, le specialità adorate dagli etiopi a base di carne cruda, che possono alimentare bene come provocare malattie. Moltissima gente chiede l’elemosina, come non ho mai visto da nessun’altra parte, persone ricche e benestanti guidano macchine moderne nel bel mezzo di fogne a cielo aperto e di disperati che vivono in mezzo alla strada. I colletti bianchi aumentano parallelamente alla media del 6% del PIL, una crescita comprensibile, ma non equa e che riguarda una piccola fetta privilegiata della popolazione. Mentre bevevo i tanti makkiato e mangiavo fette di torte e ‘njeera, osservavo la gente che mendicava, sdraiata sui marciapiedi in pieno giorno, in mezzo ai rifiuti e alla nuova piaga africana chiamata plastica, gente che passa la giornata fuori, sulla strada, conversando, senza sapere che fare. Osservavo paziente questa scena, riflettendo su quanta pazienza dovessero avere anche loro, aspettando all’infinito qualcosa. Ho dovuto portare molta pazienza in seguito alla rabbia interna provocata dall’ignoranza collettiva incontrata sugli altipiani del nord dell’Etiopia. Ignoranza conveniente ai pochi ricchi che, come api sul miele, cercano di accaparrarsi il più possibile, un po’ come accadeva ai tempi di Haile Selassie, quando i privilegi del sangue blu erano a totale discapito della maggioranza. Dopo il colpo di stato di Mengistu, l’ultimo dittatore, amico della Russia e di Fidel, gli equilibri feudali dei tempi di Selassie si sono rovesciati, ma oggi il capitalismo dilaga e fa leva sulla maggioranza contadina. Devo esercitare la pazienza e controllare la mia rabbia, sperando che il “bambino” nato molti anni fa, avventurandosi su questa terra, mi perdoni. Sono sicuro che mi possa capire, lui che più di chiunque altro ha sempre avuto la lingua affilata nei confronti delle disuguaglianze. La speranza chiamata Obama, celebrata grandiosamente in Kenya, sembra non aver oltrepassato la frontiera e dato quell’aria di cambiamento che si respira da altre parti. L’unica apparente forma di cambiamento, di qualità decisamente discutibile, sembra arrivare dall’altra parte del mondo e ha gli occhi a mandorla. Per mezzo di politiche convenienti e poco lungimiranti, i cinesi arrivano qui, costruiscono e s’insediano. Una parte d’Africa è completamente nelle loro mani. In quest’esercizio della pazienza sulle durissime montagne etiopi ho continuato la mia retrospettiva africana. Senza dubbio ho perso la pazienza svariate volte in molti angoli sperduti di questo immenso continente. A volte a causa del vento contrario, altre in prossimità di gente curiosa, interessata, più o meno amichevole, che mi privava della poca privacy che si ha viaggiando in bicicletta. Sfortunatamente ho perso la pazienza con Francesca, forse per mancanza di sensibilità, eccesso di vicinanza, e anche a causa del mio egoismo (una persona che viaggia in bicicletta in qualche modo è sempre egoista!), o forse semplicemente per l’incontro di due forti personalità come le nostre. Ho avuto poca pazienza durante quelle salite che sembravano infinite, o su orribili strade sterrate, per non parlare di queste due condizioni contemporaneamente; davanti al fatto compiuto che il corpo ha dei limiti e che non rispettarli può costare molto caro; durante le rare ma significative soste forzate a letto, cercando di riprendermi da infortuni, cosa più difficile da accettare psicologicamente che non fisicamente. Sono stato paziente con le continue richieste di soldi nelle più svariate lingue da Cape Town fino a qui, in Etiopia, da parte di un’altrettanto paziente esercito di persone disagiate. Ho avuto pazienza con la mia bicicletta, acciaccata, ma che non mi hai mai abbandonato nel corso di questi 13 anni di complicità. Sembra quasi aver acquisito la capacità di rompersi al momento giusto e, quando non è stato così, pareva farlo per testare la mia abilità nell’improvvisarmi meccanico e nell’essere paziente e creativo in situazioni improbabili, nel bel mezzo di niente e con pochissimi attrezzi. Ho avuto molta pazienza di fronte alle atrocità che gli italiani hanno compiuto contro i pacifici etiopi, potendo constatare quanto fosse piccola e malata la figura di Mussolini. Tornando ai bambini in questi giorni vicini al Natale, le salite del nord dell’Etiopia sembravano non avere mai fine quando orde di loro si riversavano addosso alla mia bicicletta come forsennati, con ben poca pazienza, come per testare la mia. Forse sono comprensibili, saturi della passività dei padri e dei sorrisi immobili e costanti delle madri, cariche come mule, trasportando per chilometri legna, grano o acqua. Forse questi bambini non hanno più la pazienza di aspettare che qualcosa migliori, o di aspettare qualcosa visto e desiderato alla TV, che si allontana sempre più dalla loro portata. Ringrazio, senza giustificare ovviamente, il “rivoluzionario e anarchico” per avermelo fatto capire. Tra qualche giorno lascerò questo paese, senza un ritorno certo. Nel bene e nel male ho dovuto esercitare la pazienza moltissime volte, virtù fondamentale viaggiando in bicicletta, quando si è così esposti a ciò che ci accade intorno. Per quel che ho sofferto ed imparato, Etiopia e Africa, vi ringrazierò eternamente! Un grazie sincero all’inizio di questo nuovo ed incerto anno, sempre colmo di speranza.

 

Leia mais 1 comment 21 de Janeiro, 2009

O ultimo confim…

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Portugues e Italiano (Sotto)

Confira o ultimo servico publicado no Jornal de Tijucas (Edicao 382)tambem deem uma olhada nas ultimas missoes visitadas no Quenia. Sempre uma otima opcao de ajudar a quem realmente precisa, quer seja atraves de doacoes quer seja atraves de trabalho voluntario (Helping in Africa).

O ultimo confim….

Isiolo, final de outubro de 2008, norte do Quenia. Aqui estou, so, admirando espantado e ao mesmo tempo maravilhado esta imensidao de terra que se descortina . Estou quem sabe em uma das ultimas fronteiras ainda realmente selvagens e inexploradas de toda a Africa. Quem sabe do mundo, infelizmente…As infrutiferas tentativas de “colonizacao” ora foram refutadas pelas tribos guerreiras da regiao, ora pelo clima arido, semi desertico que domina o ambiente. Tamanha imensidao, tamanha amplitude me assusta, me da medo. Mas ao mesmo tempo, me atrai, muito. Quem sabe nao percorri todo o caminho desde a Africa do Sul ate aqui, apenas para fazer esta parte, pedalar estes 800 kms por estradas ruins, mas so e comigo mesmo do que nunca? Quem sabe…Somente o tempo rei diria. E confesso que exitei um pouco em dar a primeira pedalada. Os motivos? Inumeraveis: falta de pontos de apoio, longas distancias em meio ao nada em estradas estremamente ruins, muitas vezes intransitaveis, constantes conflitos entre Boranas, Samburus, Turkanas, Gabras, Rendiles, tribos realmente nomades e quem sabe as mais autenticas de toda a Africa. Aliado a isto enfrentaria grandes dificuldades em obter agua, em uma zona semi-desertica, e quem sabe ainda inevitaveis encontros com animais selvagens, mais livres do que nunca nesta infinita e initerrupta savana. Entao uma pessoa normal, lucida, pode perguntar: ”Por que?”. Talvez nunca saiba responder tal pergunta. A unica certeza, que alem do meu caminho natural para atingir o isolado sul etiopiano, este trecho virara meta pessoal, um desafio para comigo mesmo. E voltando um pouco ao passado, ja havia encontrado situacoes semelhantes, superado e acima de tudo amado ter feito tambem em bicicleta, regioes inospitas como o Deserto do Atacama (Chile/Peru) e a Ruta 40, nos confins da Patagonia, por exemplo. Porem os temperos desta aventura nao paravam por ai. Os maus momentos passados apos a decoberta de uma malaria cuidada indevidamente, ainda eram recentes na memoria, assim como as fortes emocoes da separacao e do reencontro com Francesca, e do consequente enorme vazio que ela havia deixado em minha vida. Porem aqui estava, mais curtido e calajedo do que nunca pelo incessante sol africano, mas vivo, com brilho nos olhos novamente, brilho perdido tantas vezes nesta viagem. Mas afinal a vida e assim, feita de ciclos, de altos e baixos, e agora estava prestes a galgar um bem alto. Definitivamente, mais confidente com a lingua local, estava preparado para tentar superar mais este desafio imposto a minha vida. Uma alusao perfeitamente aplicada ao nosso dia a dia, quer seja no norte queniano quer seja na sala de um escritorio. E afinal, o sorriso franco e sincero de Francesca, ainda estava a minha espera do outro lado da fronteira. Ja no primeiro dia de pedalada, uma ideia geral do que viria pela frente foi rapidamente formada. Os 70 kms que separam Archer’s Post de Wamba, foram percorridos em mais de 5 horas de pedal intenso, sob um sol abrasador em uma estrada extremamente ruim. Como se nao bastasse o desgaste, nao tive uma boa recepcao na missao catolica de Wamba. Desanimado, sentindo mais do que nunca a falta de calor humano, conformei-me com o do astro rei, e parti dia seguinte. Apos 10 kms pedalados duramente, descobri que estava no caminho errado. Voltar? Nem pensar!!! Decidi mudar minha rota comecando ai uma das mais duras e belas experiencias ciclisticas de minha vida. A estrada, de repente virara apenas um caminho, em meio a mais pura savana Africana. Se as estradas ja eram ruins, ficaram ainda piores com a chegada frequente de rios a serem cruzados. Estavamos na estacao das chuvas e a terra seca era pega de surpresa por agua em abundancia. Os samburus, etnia predominante nesta area, eram poucos, perdidos com seus rebanhos de cabras, vacas e camelos. Me senti mais so do que nunca. Felizmente agua e determinacao tinha de sobra, e assim segui firme no proposito de chegar a Barsaloi, a 90 kms de distancia. Este foi o primeiro dia nacional sem carros na Africa!!!E depois ainda viriam o segundo, terceiro, quarto…Motivo de felicidade e preoucupacao. Felicidade pela paz encontrada, preoucupacao pois em caso de ajuda… Houve dias que nao encontrei se quer um ser humano durante toda a jornada!!! Voltando a realidade, em uma travessia de rio, com a bicicleta pesando e muito sobre minhas costas perguntei-me o porque disto tudo. A resposta veio atraves de visuais impressionantes do Rift Valley (ver textos anteriores), jamais presenciados ate o momento. Estava no vale que abrigou os primeiros hominideos sobre o planeta terra. E aqui, no auge do meu cansaco, por um momento tambem me senti, unico, pioneiro. So, porem completo, pleno. Nao tinha medo nenhum apesar da imensidao selvagem que me cercava. Escutava cuidadosamente meu corpo, e sabia que era apto a fazer todo o caminho. Diga-se de passagem o mais duro “mountain bike” da minha vida, so que com 40 kgs de carga!!! Muitas vezes a estrada sumia, e nao sabia diferenciar o que era o leito do rio do que era trilha. Finalmente uma escola, e que escola. Sob uma bela e frondosa acacia pequenos samburus empenhados em aprender os numeros. Descobri tambem ali que o meu numero era o 50, 50 kms ate o meu destino. Neste contato com os locais passei a conhecer mais uma Africa escondida ate o momento. Os Samburus, guerreiros por natureza, viviam ainda da forma mais natural, primitiva e simples possivel, migrando com seus pequenos rebanhos, sempre em busca de agua e pastagem. Nestas migracoes encontram muitas vezes tribos enimigas e o confontro e inevitavel. Mais nada de lancas, machados, ou facas. As armas do momento sao rifles automaticos AK 47, pistolas, entre outros, vindos principalmente da Somalia, Etiopia e Sudao. E confesso que esta constante presenca de armas deixou-me desconfortavel muitas vezes, principalmente quando os portadores nao falavam o Swahili, a lingua oficial queniana. Mas como na vida tudo e questao de adaptacao, me adaptei. Adaptado, porem cada vez mais cansado, cheguei ao vilarejo de Kwasi, onde recebi uma verdadeira injecao de animo. Pelo destino, cheguei exatamente na hora em que as mulheres do local estavam ensaindo para um festival de musica tradiconal Samburu. Simpatico ao habitantes, recebi um Karibuni (boas vindas!) exclusivo. Num misto de cansaco e emocao, nao pude me conter ao canto das fortes mulheres, e chorei. Tudo parecia irreal, tinha a sensacao de estar vivendo em um unico dia tudo o que nao tinha vivido em toda a viagem pela Africa. Recarregado de espirito cheguei ao final do dia na pequena Barsaloi, carinhosamente recebidos pelos padres sul americanos John e Vitner, colombiano e boliviano, e pelas irmas colombianas Islene e Mariana. E pensar que no inicio do mesmo dia reclamava a ausencia do calor latino!!! Porem o auge de minha aventura teve inicio na travessia de South Hoor ate Loyangalane, ja nas margens do almejado Lago Turkana. Tinha 100 kms a serem superados em um unico dia devido ausencia absoluta de pontos de apoio. Parti cedo e por supresa os primeiro 30 kms foram percorridos facilmente, em uma otima estrada. Porem minha sorte mudou rapidamente. Teve inicio minha luta contra os furos nas cameras e meu desejo de chegar a Loyangalane. Depois de mais de 5 horas de batalha, cheguei ao inicio da noite com ainda 50 kms pela frente. Parei para comer algo rapido e percebi que estava sendo viajado. Estava sendo espreitado por um grupo de hienas!!! Tratei de pedalar mais rapido, mas a estrada, agora misto de pedras e lama impedia meu progresso. Pensei que nao poderia ficar pior. Maldita boca!!! Quando cheguei proximo ao lago me deparei com um rio de lama, onde nao tive exito nenhum no meu progresso. Exausto e ja sem forcas fiz um camping emergencial a beira da estrada. Em um misto de preoucupacao e cansaco, sai do meu estado limbico com a entrada dos primeiros raios solares na barraca. Depois de um dia durissimo, o inesquecivel panorama do Lago Turkana ao inicio da manha, fez-me lembrar que todo o esforco havia valido a pena. Animado, pedalei os 30 kms restantes proximos a margens do lago, ate minha chegada a Loyangalane. Cerca de 400 kms ainda me separavam da Etiopia, quilometros de estradas ruins, condicoes climaticas duras, tribos armadas…Entretanto quilometros tambem de solidao e muita paz interior, confortado sempre pela certeza de talvez estar pedalando por um dos ultimos confins realmente selvagens e primitivos de toda a Africa.

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Date un’occhiata all’ultimo servizio pubblicato nel Jornal de Tijucas (Edizione 382) e alle ultime Missioni visitate in Kenia. Sono sempre un’ottima possibilita’ per aiutare chi ne ha realmente bisgno, sia attraverso donazioni che attraverso il volontariato (Helping Africa).

L’ultimo confine…

Isiolo, fine di ottobre 2008, Kenia. Eccomi qui, solo, ammirando spaventato e allo stesso tempo meravigliato questa terra immensa davanti ai miei occhi. Forse mi trovo di fronte ad una delle ultime frontiere ancora realmente selvagge e inesplorate di tutta l’Africa o, sfortunatamente, di tutto il mondo. I tentativi di colonizzazione di quest’area non sono andati a buon fine, sia per le tribu’ guerriere che la abitano, sia per il clima arido, semi desertico che predomina da queste parti. Questa grande immensita’ mi spaventa, mi fa paura, ma allo stesso tempo mi attrae molto. Chissa’, forse ho percorso tutto il cammino dal Sud Africa solo per arrivare qui e attraversare questi 800 km di strada difficoltosa piu’ solo che mai. Solo il tempo potra’ dirlo. Confesso di aver esitato un po’ prima di iniziare a pedalare. Perche’? Per varie ragioni: mancanza di punti d’appoggio, lunghe distanze nel mezzo di niente su strade orribili, spesso intransitabili, conflitti costanti tra i Burana, Samburu, Turkana, Gabra, Rendille, tribu’ davvero nomadi e forse tra le piu’ autentiche di tutta l’Africa. Oltre a questo avrei incontrato molte difficolta’ per trovare l’acqua in una zona cosi’ desertica e, ancora, ci sarebbe stata la possibilita’ di incontrare animali selvatici, piu’ liberi che mai in questa infinita savana. Una persona normale e lucida potrebbe chiedersi: “Perche’?”. Forse non sono in grado di rispondere a questa domanda. L’unica mia certezza e’ che, oltre ad essere l’unico cammino naturale per raggiungere il sud dell’Etiopia, questo pezzo di strada sarebbe diventato una meta personale, una sfida con me stesso. Se guardo al passato, mi sono gia’ trovato in situazioni simili sempre in bicicletta, nel Deserto di Atacama (Chile/Peru’) e sulla Ruta 40, al confine con la Patagonia. Tuttavia questa avventura era differente per altri aspetti. I brutti momenti passati in seguito alla scoperta di una malaria, per altro mal curata, erano ancora freschi nella mia memoria, cosi’ come le forti emozioni dovute alla separazione e al reincontro con Francesca, e l’immenso vuoto che ha lasciato nella mia vita. Ma ero di nuovo in cammino, piu’ abbrustolito che mai dal sole africano. Mi sentivo vivo e di nuovo con gli occhi che brillano, cosa che avevo perduto piu’ volte lungo il viaggio. Alla fine la vita e’ cosi’, con i suoi cicli e i suoi alti e bassi. In quel momento stavo per vivere un momento pieno di alti. Mi sentivo senza dubbio piu’ sicuro con la lingua locale e pronto a superare questa nuova sfida. Una perfetta allusione al quotidiano, sia esso nel nord del Kenia o in un ufficio. E alla fine il sorriso sincero di Francesca mi aspettava dall’altro lato della frontiera. Gia’ durante il primo giorno di pedalata sono riuscito a farmi un’idea generale di quello che mi aspettava. Ho percorso i 70 km che separano Archer’s Post da Wamba in piu’ di 5 ore molto intense, sotto un sole cocente e su una strada davvero terribile. Come se non bastasse, non ho ricevuto una bella accoglienza nella missione cattolica di Wamba. Col morale basso, sentendo piu’ che mai la mancanza di calore umano, mi sono accontentato con quello del sole e il giorno seguente mi sono messo in cammino. Dopo 10 km di pedalata durissima, ho scoperto di trovarmi sulla strada sbagliata. Tornare inditro? Assolutamente no! Ho deciso di cambiare rotta, cominciando cosi’ una delle piu’ belle e difficili esperienza ciclistiche della mia vita. La strada sarebbe diventata presto un sentiero in mezzo alla savana. Le strade, gia’ brutte, sarebbero peggiorate a causa dei molti fiumi da attraversare. Con la stagione delle pioggie, la terra secca e arida e’ piena di sorprese a causa dell’acqua che a volte cade in abbondanza. Non c’erano molti Samburu nelle vicinanze. Si tratta di una tribu’ itinerante che migra con greggi di capre, vacche e cammelli. Mi sentivo piu’ solo che mai. Fortunatamente acqua e determinazione non macavano, quindi ho continuato, fermo nel proposito di raggiungere Barsaloi, a 90 km di distanza. E’ stato il primo giorno in Africa senza vedere nemmeno un’automobile, ma poi ce ne sono stati molti altri, cosa che mi rendeva felice per la pace che si respirava, ma allo stesso tempo mi preoccupava nel caso avessi avuto bisogno d’aiuto. Ci sono state giornate in cui non ho incontrato nemmeno una persona, ma tornando alla realta’, quando mi sono trovato a dover attraversare un fiume caricandomi la bici sulle spalle, mi sono chiesto perche’ stessi facendo tutto questo. La risposta e’ arrivata attraverso il panorama indescrivibile della Rift Valley (vedi testi precedenti). Mi trovavo nella valle che ha dato riparo ai primi abitanti del pianeta. All’apice della mia stanchezza, per un momento anch’io mi sono sentito unico, un esploratore, solo, ma completo e pieno. Non avevo nessuna paura malgrado l’immensita’ che mi circondava. Ascoltavo attentamente il mio corpo e sapevo che era preparato ad affrontare tutto quello che mi aspettava, il percorso di mountain bike piu’ duro di tutta la mia vita, con 40 kg di bagaglio caricati sulla bici. Molte volte la strada spariva e non ero piu’ in grado di differenziare il letto di un fiume da un sentiero. Alla fine una scuola, e che scuola! Sotto le fronde di una bella acacia, dei piccoli Samburu erano impegnati ad imparare i numeri. A quel punto ho scoperto che il mio numero era 50. Dovevo pedalare ancora 50 km per arrivare alla meta. Attraverso questo contatto coi locali, ho scoperto un lato dell’Africa a me sconosciuto fino a quel momento. I Samburu, guerrieri per natura, vivono ancora in uno stato naturale e primitivo, migrando con i loro piccoi greggi di capre, vacche e cammelli, sempre in cerca di acqua e pascoli. Durante queste migrazioni spesso incontrano tribu’ nemiche e lo scontro e’ inevitabile. Il punto e’ che non si tratta piu’ di lance o coltelli, ma di fucili automatici AK47 e altre armi che vengono dalla Somalia, dall’Etiopia e dal Sudan. Confesso che la presenza costante delle armi mi metteva a disagio, soprattutto quando le persone in questione non parlavano Swahili, la lingua ufficiale del Kenya. Ma nella vita e’ tutta questione di adattamento, quindi mi sono adeguato. Sempre piu’ stanco, sono arrivato nel villaggio di Kwasi, dove ho ricevuto una vera e propria iniezione di animo. Sono arrivato proprio quando le donne del villaggio stavano facendo le prove per un festival di musica tradizionale samburu. Mi hanno preso in simpatia e ho ricevuto un Karibuni (benvenuto) esclusivamente per me. In un misto di stanchezza ed emozione, non sono riuscito a contenermi e ho pianto. Tutto mi sembrava irreale. Avevo la sensazione di star vivendo in un unico giorno quanto non avevo ancora vissuto fino a quel momento durante il mio viaggio in Africa. Con lo spirito nuovamente carico, ho raggiunto a fine giornata la piccola Barsaloi e sono stato accolto calorosamente dai Padri John, colombiano, e Vitner, boliviano, e dalle Sorelle colombiane Islene e Mariana. E pensare che all’inizio reclamavo la mancanza di calore latino! Ma l’apice della mia avventura e’ stato quando ho iniziato il tragitto da South Horr a Loyangalane, nei pressi del lago Turkana. Avrei dovuto percorrere 100 km in un unico giorno di pedalata perche’ non c’erano punti d’appoggio nel mezzo del cammino. Sono partito presto e i primi 30 km sono stati inaspattatamente facili, su un’ottima strada. Ma la felicita’ duro’ poco. Ho iniziato una vera e propria lotta contro i fori nei pneumatici e il mio desiderio di arriavre a destinazione cresceva sempre di piu’. Dopo 5 ore e’ scesa la notte e mi restavano ancora 50 km da pedalare. Mi sono fermato per mangiare qualcosa di veloce e mi sono reso conto che qualcuno mi stava spiando. Si trattava di un gruppo di iene! Ho pedalato il piu’ rapido possibile ma la strada, coperta di pietre e fango, m’impediva di procedere. Pensavo che la situazione non potesse peggiorare, ma mi sbagliavo! Nei pressi del lago ho incontrato un fiume di fango e a quel punto il mio cammino era definitivamente bloccato. Esausto e senza forze, ho fatto un camping d’emergenza al bordo della strada. In un misto di preoccupazione e stanchezza, mi sono risvegliato con i primi raggi di sole che entravano nella tenda. Dopo una giornata durissima, l’indescrivibile panorama del lago Turkana mi ha fatto pensare che tutto quello sforzo aveva avuto una ragione ben precisa. Nuovamente di buon umore, ho pedalato gli ultimi 30 km lungo il lago che mi separavano da Loyangalane. Mi mancavano ancora 400 km circa per raggiungere l’Etiopia. La strada sarebbe stata terribile, con condizioni climatiche durissime e tribu’ armate. Ma sarebbero stati kilometri di solitudine e pace interiore, confortato dalla certezza che forse stavo pedalando attraverso uno degli ultimi confini ancora realmete selvaggi e primitivi di tutta l’Africa

 

Leia mais 1 comment 17 de Dezembro, 2008

Missoes do Quenia (Helping in Africa)

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Portugues e Italiano (Sotto)

Ajudando na Africa (Missoes Catolicas visitadas ao longo do caminho).

Neste trecho da viagem mais algumas missoes catolicas foram visitadas, sendo que tres merecem destaque pelos opostos apresentados. Apos minha saida de Arusha (Tanzania), pedalando em direcao ao Quenia, tive a grata oportunidade de conhecer a Missao de Namanga, coordenada pelas Irmas da Caridade da Imaculada Conceicao. Atualmente a missao conta uma escola primaria (em expansao), uma belissima escola tecnica secundaria de corte e costura, que atende atualmente 60 alunas em regime integral (escola/alojamento), uma bela horta/pomar, criacao de galinhas, patos e vacas, que praticamente garantem a autosuficiencia alimentar de todo o complexo. Porem de tudo, o que chama mais atencao e o inedito sistema de biogas presenciado ate o momento, que fornece gas ao mantimento de todas as cozinhas e banheiros do enorme complexo. Realmente um exemplo de auto suficiencia a ser seguido nao so por missoes catolicas, bem como por outras comunidades no que concerne principalmente ao respeito para como o meio ambiente. A missao esta sempre aberta ao recebimento de doacoes, bem como de trabalho voluntario, podendo ainda ter-se a possibilidade de trabalhar na escola, ensinando. Para maiores informacoes, contactar:

Irmas IVREA (Irmas da Caridade da Imaculada Conceicao)
PO Box 8511 Namanga – Arusha – Tanzania
Tel.: (+255) 0755841584

Por outro lado, na pequena Archers Post, ja no grande e deserto norte queniano, uma missao tambem foi visitada, e a situacao encontrada nao foi das mais animadoras. Com imensas dificuldades a serem superadas, o Diacono Ambrosio, manten-se firme no seu proposito de ajudar sua comunidade natal de qualquer maneira. Passada recentemente dos Missionarios da Consulta (Italia), para a diocese local, muita da ajuda anterior vinda de alem mar fora cortada, nao restando a pequena missao muitas fontes alternativas de captacao de recursos. A comunidade catolica e pequena, a terra extremamente arida e seca durante todo o ano, o que inviabiliza a cricao de hortas por exemplo, a agua obtida de pocos artesianos extremamente salobra. A missao atualmente conta com um dispensario mantido por irmas italianas, sempre dispostas a receber voluntarios na area da saude, e de uma escola de nivel primario. Atualmente todas as ajudas, quer seja em doacao, quer seja em trabalho voluntario sao bem vindas (recentemente um grupo de italianos visitou a missao reformando algumas das instalacoes locais). O local e extrememente pobre, e os Samburus, etnia predominate na regiao padecem para sobreviver nesta terra de ninguem. Qualquer doacao em roupas tambem ajuda e muito a comunidade local. Apesar de toda a dureza, o lugar e maravilhoso, de uma beleza impar, inexplicavel. Em caso de interesse em trabalho voluntario, quer seja por alguns dias ou por algumas semanas, uma quantia simbolica e cobrada pelo alojamento, extremamente acolhedor e confortavel. Uma otima opcao para quem esta cansado nas tradicionais ferias estivas. Oportunidade de conhecer um lugar unico e ao mesmo tempo ajudar quem realmente precisa. Para obter maiores informacoes basta contactar diretamente a missao

Ps.: Para se ter uma ideia das necessidades da paroquia, aceitam-se receber ajuda em pneus para bicicletas do tipo mountain bike (aro 26”). Muitas vezes o custo do envio e maior que o valor do material, mas afinal o que importa e a intencao!!!

Archer’s Post Mission
PO Box 359 – Isiolo – Quenia
Tel.: (+254) 0721684130 (Dic. Ambrose).

Ja no verdadeiro oasis de Loyangalane, os simpaticos padres Andrew e Fabio, queniano e colombiano, aceitam qualquer ajuda em trabalho voluntario. A comunidade envolvida e da etnia Turkana, e um trabalho de educacao as jovens mulhres turkanas vem sendo idealizado. Estas jovens casam-se muito cedo, pelo interesse nos dotes oferecidos a familia, e raramente possuem a oportunidade de seguirem os estudos. Um grupo com cerca de 40 meninas vem sendo pensado inicialmente. Voluntarios com apitudes nas ciencias agrarias tambem sao bem vindos, ja que ha muito o que se fazer neste campo, apesar de toda a aridez circundante. A missao e confortavelmente equipada e conta ate com um piscina de agua termal! Para maiores detalhes sobre despesas com comida/alojamento basta entrar em contato direto com os padres pelo seguintes enderecos.

Loyangalane Catholic Mission
PO Box Barogoi, Via Maralal
Tel (+254) 0721582458 (Fr. Andew)
Email- andrew.ndirangu@yahoo.com

Italiano

Aiutando l’Africa (Missioni cattoliche visitate lungo il cammino)

In questo tragitto ho avuto l’opportunita’ di visitare altre Missioni cattoliche. Tre di queste meritano a mio parere un’attenzione particolare. Dopo aver lasciato Arusha (Tanzania), pedalando verso il Kenia, ho avuto la fortuna di conoscere la Missione di Namanga, cordinata dalle Sorelle della Carita’ dell’Immacolata Concezione. Attualmente la Missione offre una scuola primaria (che si sta ingrandendo), una bellissima scuola tecnica secondaria di taglio e cucito, un orto, un pollaio e alcune mucche. In questo modo la Missione riesce ad essere autosufficiente da un punto di vista alimentare. Ma la cosa che richiama maggior attenzione e’ il sistema di biogas che fornisce gas alle cucine e ai bagni dell’enorme compound. Si tratta davvero di un ottimo esempio di autosufficienza nel pieno rispetto dell’ambiente, non solo per le Missioni cattoliche, ma anche per altre comunita’. La Missione e’ sempre aperta a ricevere donazioni o lavoro volontario, come per esempio insegnare nella scuola. Per maggiori informazioni contattare:

Sorelle IVREA (Sorelle della Carita’ dell’Immacolata Concezione)
PO Box 8511 Namanga – Arusha – Tanzania
Tel.: (+255) 0755841584

Nel desertico nord del Kenia, nella piccola Archers Post, ho visitato un’altra Missione. Malgrado le grandi difficolta’ di quella regione il diacono Ambrosio e’ fermo nel suo proposito di aiutare la comunita’ ad ogni costo. Di recente i missionari della Consolata (Italia) hanno ceduto la Missione, che e’ quindi diventata diocesi locale. Molti aiuti sono stati sospesi e alla struttura sono rimaste poche altre risorse. La comunita’ cattolica non e’ molto numerosa e la terra arida e secca durante tutto l’anno non consente di poter coltivare, inoltre l’acqua dei pozzi in pessime condizioni e’ salubre. Attualmente la Missione ha un dispensario farmaceutico gestito dalle suore italiane, sempre disposte a ricevere volontari esperti nell’area sanitaria, e una scuola primaria. Sia donazioni che volontari sono sempre ben accetti. Di recente un gruppo di italiani ha visitato la Missione e si e’ occupato della ristrutturazione di alcuni impianti. La comunita’ e’ molto povera e i Samburu faticano a sopravvivere nelle condizioni estreme di questa regione. Anche una donazione di vestiti e’ sufficiente. Si tratta di un posto estremo, ma di una bellezza indescrivibile. Se foste interessati a visitare la Missione, sia per pochi giorni che per qualche settimana, verra’ richiesta una piccola e simbolica somma di denaro. La sistemazione e’ davvero accogliente e confortevole, un’ottima opzione per chi fosse stanco delle solite vacanze estive. Un’opportunita’ unica per visitare un luogo incredibile e per aiutare chi ne ha realmente bisogno. Per maggiori informazioni contattare direttamente la Missione:

Archer’s Post Mission
PO Box 359 – Isiolo – Quenia
Tel.: (+254) 0721684130 (Ambrosio).

P.S. Per avere un’idea precisa delle necessita’ della parrocchia, sono ben accetti anche pneumatici per la bicicletta tipo mountain bike (26”). I costi di spedizione sono maggiori del costo stesso dei pneumatici, ma cio’ che conta e’ l’intenzione.

A Loyangalane, i simpatici Padre Andrew, keniota, e padre Fabio, colombiano, accettano aiuti e volontari. La comunita’ con cui lavorano e’ quella dei Turkana. Hanno iniziato un progetto con le giovani donne di quest’etnia. Per cultura, si sposano molto giovani a causa d’interessi tra le famiglie, quindi difficilmente le donne hanno l’opportunita’ di continuare gli studi. Sono inoltre ben accetti volontari esperti in agricultura, poiche’ in quest’area devono essere fatti ancora molti passi avanti. La Missione e’ molto ben equipaggiata. Ha persino una bellissima piscina termale! Per maggiori dettagli rispetto a vitto e alloggio, e’ sufficiente entrare in contatto direttamente con la Missione:

Loyangalane Catholic Mission
PO Box Barogoi, Via Maralal
Tel (+254) 0721582458 (Fr. Andew)
Email- andrew.ndirangu@yahoo.com

 

Leia mais Comentar 17 de Dezembro, 2008

Imprevisto (Francesca)

english


Portugues e Italiano (Sotto)

Portugues

Primeiramente gostariamos de pedir desculpas aos nossos amigos por termos permanecido tanto tempo sem dar noticias. O isolamento e as dificuldades oferecidas pela area percorrida foram fatores de sobra para justificar tal omissao. Estamos tratando de atualizar o mais rapidamente o Item Roteiro, assim como de mandar noticias mais regularmente a todos amigos e pessoas que no seguem. Em poucos dias o novo relato sobre a incrivel travessia do norte queniano, bem como das missoes catolicas visitadas (Helping in Africa). Sempre uma boa opcao de ajudar a quem realmente precisa, quer seja com doacoes ou com trabalho voluntario!!!. Confiram e obrigado!!!

De uma olhada nas 39 fotos exclusivas sobre este novo texto!!! Fotos

Confira tambem o ultimo servico publicado no href=”http://www.jornaltijucas.com.br/jt_377/pagina_8.htm”>Jornal de Tijucas (www.jornaltijucas.com.br Edicao 377)

Imprevisto

1 de novembro, Dar Es Salaam, Tanzania. Ainda aqui. Depois de quase tres meses da minha entrada no pais, ainda continuo aqui , um pouco diferente do inicio e verdade. Eu gosto de Dar Es Salam. Por alguns aspectos, e como qualquer outra capital africana vista ate agora. O trafego e absolutamente selvagem, desregulado, sufocante ao maximo, e nas horas de “rush” da exaurimento nervoso, palavra de quem de trafego sabe um pouco. Mas Dar tem qualquer coisa de especial. Seguramente e merito do mar. A sua presenca se sente forte. Seu perfume se sente mesmo que nao se esteja nas suas vizinhancas. Nos fins de semanas e no tempo livre bastam poucos minutos de bicicleta para se chegar a praias idilicas, areia branca, contornadas de palmeiras, em frente a um mar azulzissimo. Ha sempre sol, frutas por todos lados, uma cidade tropical. Mas nao e tudo obviamente. O merito e sobre tudo do por que estou aqui. Em Dar decidi parar por um mes e meio para trabalhar como voluntaria. Porem, por onde comecar? Depois de estarmos aqui por quase tres semanas, eu e Narbal partimos para Zanzibar. Bela? Sim, mas absolutamente sobre valorada. De Zanzibar eu retornei novamente para a costa. Tinha necessidade de um momento para mim, uma exigencia pessoal. A bicicleta, ou melhor, viajar em bicicleta, me faz muita falta. Mais, este meio de transporte passou a fazer parte das minhas jornadas diarias. Aqui a uso para qualquer coisa, uma ajuda divina para superar as filas infinitas de carro. Se nao tivesse ela em Dar, estaria realmente limitada. Na semana passada quando fui a Arusha, norte tanzaniano, na regiao do Kilimanjaro, peguei um onibus, e percebi o quanto se perde viajando desta maneira. Mas a minha viagem em bicicleta nao terminou. Dentro de poucos dias, quando meu visto da Tanzania terminar, partirei para a Etiopia, onde reencontrarei Narbal e pedalarei com ele. Esta parada prolongada faz parte da minha viagem, uma experiencia unica, especial e imprevista, e e por isto que tratei de aproveita-la ao maximo. Durante estes ultimos meses pensei que teria muito prazer em fazer voluntariado. Estaria bem qualquer coisa, trabalhar em uma creche, um hospital, ensinar ingles. Esta ultima possibilidade era a opcao que havia escolhido, aproveitando assim dos meus estudos. Mas o emprevisto chegou mais uma vez e juro que desta vez nao fiz nada para encontra-lo. mas de uma certa maneira ele e que veio ao meu encontro; o teatro. Conheci Rebecca, uma bela e ativa jovem inglesa, cheia de talento e capacidade no que faz. Trabalha aqui ha 6 meses para uma NGO, e o projeto que leva avante se chama THT, Tanzania House of Talents (Casa Tanzaniana de Talentos). Desde 2006 este projeto trata de ajudar os jovens de Dar Es Salaam, em especial os de rua em situacao dificil. E uma iniciativa especial, porque ao contrario de outros projetos, trata de trabalhar com o potencial artistico dos jovens. Para entrar no THT ha uma selecao especial. Mas que ser bailarino, cantor ou musico, um dos criterios de adimissao e de haver extremamente necessidade de ajuda. No THT os jovens possuem uma alternativa a de estarem na estrada sem nada para fazer. Possuem um lugar para ficar, onde recebem duas refeicoes diarias e os cuidados por parte de outras pessoas, ao contrario da vida na rua. “Mas se sao meninos de rua, onde dormem?”. Todos podem perguntar isto. Um dos aspectos que mas gostei do THT e que o centro busca trabalho aos jovens, e assim mesmo que muitas vezes sendo pouco, eles conseguem ao menos pagar um lugar para dormir. Os jovens conseguem trabalhar concretamente em manifestacoes artisticas nacionais, com publicidade em radio ou tv e com danca. Por exemplo, um cantor esta a Londres com um produtor, o outro trabalha como coreografo para um espetaculo, uma jovem possui um hit na radio local com uma cancao escrita pelos jovens, Msami, um jovem que participou da performace que haviamos feito foi escolhido por uma companhia de danca holandesa e agora esta em tour pela Europa. Resumindo, os resultados aparecem! Ao THT foi pedido a preparacao de uma performace teatral de carater educativo, com enfase na educacao sexual (prevencao e transmissao de HIV/Aids) para ser apresentado nas escolas. Assim, me encontrei fazendo novamente laboratorios de teatro, e mesmo que diversamente, utilizar o trabalho que sempre fiz na Italia. Cmecamos em uma segunda-feira, e como e de praxe na Africa, as coisas sao organizadas de ultima hora. Para quinta da mesma semana deviamos preparar uma performace sobre violencia domestica, para ser apresentada em uma associacao de mulheres na Tanzania. Os jovens sao cheios de coisas a dar. Muitas vezes basta pedir qualquer coisa, e uma infinidade de material para ser trabalhado e apresentado. Mas nao e so isto, possuem uma capacidade de improvisar extrema, capacidade esta que muitas vezes salvara suas vidas na rua. Esta qualidade e uma caracteristica que pode ser usada em cada requisicao feita a eles. Confesso que no dia antes da performace estava um pouco em panico. Era dificil controla-los e gesti-los, mas no momento da performace estiveram impecaveis, como verdadeiros profissionais. Quando nos revimos nos dias seguintes haviamos conquistado uma confianca reciproca. Eles contentes pela performace, e eu entendi que nao e impossivel trabalhar com eles mesmo nao usando os padroes que estou habituada. E ser elastica quanto a horarios e um requisito base. E o que compensa o retardo, por exemplo, e uma infinita capacidade de concentracao, estar presente e de trabalhar duro. Mais do que resultados surpreendentes, os meritos vao ainda alem. O teatro e muito importante para o espectador, mas neste caso sobretudo aos atores que possuem assim uma oportunidade de estravasar energia e sentimentos, reprimidos geralmente no seu dia a dia. Na ultima semana trabalhei com outro grupo de jovens, e sou extremamente contente por ter feito esta experiencia. Fizemos licoes de teatro todos os dias (treinamento e improvisacao), e por azar poucos deles falavam ingles e eu quase nada de swahilli (lingua local). Mesmo assim tive a oportunidade de conviver uma realidade local. Alem de dar-los o que sabia e podia, fui agraciada com momentos impagaveis. Mesmo que um mes e meio nao tenha sido muito, sou feliz de poder tido a oportunidade de parar em um lugar, de ver como a cidade se “acorda”, como vivem as pessoas, de poder ter trabalhado em um bairro em que os “wasungo”, o homem branco nao frequenta. Por mais lentamente que se faca, viajar continua sendo uma passagem continua. Tinha desejo de uma parada mais longa do que as normais, na qual ao inves de me preparar para a proxima etapa, pudesse realmente me misturar com o entorno. Sei desde ja que os jovens faram tanta falta a mim. Outro dia, depois de haverem descoberto que partiria, me perguntaram quando seria meu retorno Nao foi facil dizer a eles que nao trataria-se apenas de um periodo. Porem o que me consola e que eles adoraram a experiencia, assim como eu, enriquecendo-me tanto em tantos aspectos. Agora me sinto pronta para andar e continuar, e dentre poucos meses terminar esta bela viagem.

Italiano

Prima di tutto vorremmo chiedere scusa per non aver dato notizie durante tutto questo periodo. L’isolamento e le difficolta’ dell’area in cui ho pedalato (Narbal) possono sicuramente giustificarci. Stiamo cercando di aggiornare l’itinerario e di mandarvi notizie piu’ regolarmente. Tra pochi giorni vi invieremo il testo della mia pedalata nel nord del Kenya e sulle missioni cattoliche che ho visitato (Helping Africa), sempre pronte a ricecvere qualsiasi tipo di aiuto. Grazie.

Date un’occhiata alle nuove foto > Fotos e all’articolo pubblicato nel href=”http://www.jornaltijucas.com.br/jt_377/pagina_8.htm”>Jornal de Tijucas (www.jornaltijucas.com.br Edizione 377)

IMPREVISTI
1 Novembre, Dar Es Salaam, Tanzania.
Ancora qui. Dopo quasi tre mesi dal mio ingresso in questo paese, mi trovo ancora qui, ma in vesti un po’ diverse dall’inizio. Dar Es Salaam mi piace. Per alcuni aspetti e’ come le capitali africane viste finora. Il traffico e’ assolutamente selvaggio, sregolato, inquinante ai massimi livelli e nelle ore di punta e’ da esaurimento nervoso, parola di chi comunque di traffico ne sa qualcosa! Ma Dar ha qualcosa di speciale. Sicuramente e’ merito del mare. La sua presenza si sente forte. Il suo profumo ti arriva anche se non sei nelle sue vicinanze. Nei fine settimana e nel tempo libero bastano pochi minuti di bici per arrivare su spiagge idilliache, bianche, contornate da palme, davanti ad un mare azzurrissimo. C’e’ sempre il sole, frutta dappertutto, una citta’ tropicale. Ma non e’ tutto ovviamente. Il merito e’ soprattutto del perche’ mi trovo qui. A Dar ho deciso di fermarmi per un mese e mezzo a lavorare come volontaria. Da dove comincio? Dopo essere stati qui per quasi tre settimane, io e Narbal siamo salpati per Zanzibar. Bella, si’, ma assolutamente sopravvalutata. Da Zanzibar io sono ritornata sulla costa. Avevo bisogno di un momento per me, un’esigenza mia personale. La bici, anzi viaggiare in bici, mi manca gia’ tantissimo. Ahime’, questo mezzo e’ diventato parte delle mie giornate. Qui in citta’ la uso per qualsiaisi cosa, un vero sollievo per superare code infinite di macchine. Se non avessi la mia bici a Dar Es Salaam sarei davvero spacciata! La scorsa settimana quando sono stata ad Arusha, a nord della Tanzania, nella regione del Kilimanjaro, ho preso il pulman. Ho realizzato davvero quanto si perda lungo il cammino a viaggiare in questo modo. Ma il mio viaggio in bici non e’ finito. Tra qualche giorno, quando scadra’ il mio visto per la Tanzania, partiro’ per l’Etiopia, dove m’incontrero’ con Narbal e pedalero’ con lui. Questa sosta prolungata e’ comunque parte del mio viaggio, un’esperienza unica, speciale ed imprevista, per questo sto cercando di sfruttarla al massimo. Durante gli ultimi mesi ho pensato spesso che mi sarebbe piaciuto fare del volontariato. Mi sarebbe andata bene qualsiasi cosa, lavorare in un’orfanotrofio, in un ospedale, insegnare inglese. Quest’ultima era l’opzione che avevo deciso di sfruttare visto i miei studi, ma anche qui l’imprevisto e’ arrivato. Giuro che stavolta non ho fatto niente per cercarlo, ma in un certo senso lui ha trovato me, il teatro. Ho conosciuto Rebecca, una bella ed energetica ragazza inglese, piene di talento e molto capace in cio’ che fa. Lavora qui da sei mesi per una ONG. Il progetto che sta portando avanti si chiama THT, Tanzania House of Talents. Dal 2006 questo centro cerca di aiutare i giovani di Dar Es Salaam, in particolare i ragazzi di strada o con situazioni difficili. E’ un’iniziativa davvero speciale perche’, diversamente da molti progetti, si cerca di lavorare coi potenziali artistici dei ragazzi. Per entrare al THT c’e’ una selezione. Oltre ad essere danzatori, cantanti o musicisti, uno dei criteri d’ammissione e’ quello di avere bisogno d’aiuto. Al THT i ragazzi hanno un’alternativa a stare sulla strada o senza far niente. hanno un posto dove “stare”, in cui vengono dati loro due pasti al giorno e in cui qualcuno si prende cura di loro. “Ma se sono ragazzi di strada poi dove vanno a dormire?”. Tutti fanno questa domanda. Uno degli aspetti che piu’ mi e’ piaciuto del THT e’ che si cerca di dare lavoro ai ragazzi e quindi, anche se molto modesta, una possibilita’ di mantenersi e avere un posto dove dormire. I ragazzi riescono concretamente a lavorare in manifestazioni artistiche nazionali, alla radio, in pubblicita’, alla TV o nella danza. Uno di loro, un cantante, e’ a Londra con un produttore, uno lavora come coreografo per uno spettacolo, una ragazza e’ nella hit locale con una canzone scritta da loro, Msami, un ragazzo che ha partecipato alla performance che abbiamo fatto, e’ stato scelto da una compagnia di danza olandese e andra’ in Europa per un periodo. Insomma, i risultati ci sono! Al THT e’ stato chiesto di preparare i ragazzi per delle performance teatrali a scopo educativo per l’educazione sessuale e la prevenzione dell’HIV/Aids da portare nelle scuole. Quindi mi sono ritrovata a fare dei laboratori di teatro e, anche se diversamente, ad utilizzare il lavoro che ho sempre fatto in Italia. Abbiamo iniziato di lunedi’ e, come spesso accade in Africa, le cose vengono organizzate all’ultimo momento! Per il giovedi’ della stessa settimana dovevamo preparare una performance sulla violenza domestica da portare ad un convegno in un’associazione per le donne in Tanzania. I ragazzi sono ricchi di cose da dare. A volte basta solo chiedere loro qualcosa e ti presentano un’infinita’ di materiale su cui lavorare. Non solo, hanno una capacita’ di “cavarsela” davvero estrema, che li ha sempre in qualche modo salvati. Questa qualita’ e’ una loro caratteristica che applicano ad ogni esigenza. Il giorno prima della performance ero un po’ nel panico se devo essere onesta. Loro erano ingestibili e confusi,ma al momento della performance sono stati impeccabili, comportandosi da veri professionisti. Quando ci siamo rivisti i giorni successivi avevmo conquistato la nostra fiducia reciproca. Loro si sono sentiti apprezzati per la performance e io ho capito che non e’ neanche lontanamente possibile pensare di lavorare con loro con gli standard a cui sono abituata. Essere elastici nell’orario e’ un requisito base. Cio’ che compensa i ritardi e’ pero’ una grande capacita’ di essere concentrati, presenti e di lavorare sodo. Inoltre, anche se i risultati sono stati davvero notevoli, non sono solo questi ad essere prioritari. Il teatro in questo caso e’ importante per lo spettatore che si vede rappresentato, ma soprattutto per chi lo fa. Infatti gli attori hanno l’opportunita’ di liberare emozioni ed energie spesso da reprimere nella dura realta’ del loro quotidiano. Nelle ultime due settimane al THT ho lavorato con un altro gruppo di ragazzi. Sono davvero felice di questa esperienza. Ogni giorno abbiamo fatto lezione di teatro, cioe’ training e improvvisazioni e, malgrado solo pochi di loro parlassero inglese e il mio modestissimo kiswahili (la lingua locale), ho avuto il privilegio di poter entrare in alcuni spaccati di come vivono realmente le persone. Abbiamo lavorato su improvvisazioni rigauradanti la vita quotidiana, le relazioni, l’amore, la morte, la stregoneria. Oltre a dar loro quello che sapevo e quello che potevo, sono stata spettatrice di momenti impagabili. Anche se un mese e mezzo non e’ molto, sono contenta di essermi fermata in un posto, di aver visto come la citta’ si sveglia , come vivono le persone, di aver lavorato in un quartiere che gli “wasungo”, i bianchi, non frequentano. Per quanto lentamente si cerchi di farlo, viaggiare e’ comunque un passaggio continuo. Avevo davvero bisogno di una fermata piu’ lunga del solito in cui, invece di prepararmi alla prossima tappa, potessi concretamente mischiarmi con quanto accade intorno a me. So gia’ che i ragazzi mi mancheranno tantissimo. L’altro giorno, dopo aver saputo che sarei partita, mi hanno chiesto per quanto mi sarei assentata! Non e’ stato facile dir loro che non si trattera’ solo di un periodo. Quello che mi consola e’ che loro sono soddisfatti di questa esperienza e anch’io posso dire che questa esperienza mi ha arricchito profondamente.
Adesso mi sento pronta per andare, continuare e tra qualche mese anche terminare questo viaggio.

 

Leia mais 1 comment 27 de Novembro, 2008

A incompreensivel realidade africana.

english

Texto publicado na integra no Jornal de Tijucas (www.jornaltijucas.com.br Edicao 371)

Portugues e Italiano (Sotto)

De uma olhada nas novas fotos no nosso ultimo album!!! Fotos

Depois de quase tres semanas em Dar Es Salaam, a espera de nossos “pacotes” do Brasil e da Italia, retornamos a estrada. E como proximo destino Zanzibar, um paraiso historico e tropical com praias de beleza cenica indescritivel. Nao viamos a hora de poder usufruir um pouco da vida de praia, distante cinco meses nas frias aguas atlanticas na costa namibiana. A prescindir da imensa tristeza ao nos despedir dos nossos simpaticos e carinhosos anfitrioes, Frank e Augusto, alemao e italiano respectivamente, o demais soava perfeito, maravilhoso. Mas como todas as belas historias possuem no minimo um “porem”, a nossa nao poderia ser diferente. E diga-se de passagem, um “porem” grandioso, escrito em letras maiusculas. No nosso ultimo final de semana em Dar Es Salaam, fomos convidados por Augusto para usufruir um pouco mais do seu pedaco do paraiso a beira mar. Apos sairmos do ferry boat, na pequena vila de Kigamboni, teve inicio o nosso pesadelo a olhos abertos. Na estrada, avistamos um enorme grupo de pessoas, rindo, fazendo barulho, extremamente euforicas, bloqueando metade da pista. A principio nao entendemos o porque da manisfestacao, esclarecida apos a aproximacao: um corpo de um jovem, semi nu, jazendo sobre uma imensa poca de sangue, coberto apenas com algumas folhas de palmeiras. Imediatamente pensamos se tratar de um atropelamento, algo compreensivel em um pais onde o respeito dos motoristas para com os pedestres e ciclistas praticamente nao existe. Augusto para o carro exatamente ao lado do corpo, e um jovem, extremamente exaltado, em um mixto de furia e alegria, explica o ocorrido. O jovem estendido no chao acabara de ser morto a pedradas e pauladas, por ter realizado um furto mal sucedido!!! (Longa pausa para respiro e reflexao!!!). Imediatamente um silencio pertubador abateu-se sobre o carro. Percebemos que todos queriam fazer um comentario, falar algo, mais a perplexidade foi tamanha que as bocas simplesmente calaram. Sim, a populacao local havia feito justica com as proprias maos, algo bem comum em toda a Africa. Talvez se o mesmo rapaz houvesse obtido sucesso em seu delito, mesmo que tivesse sido uma galinha ou uns poucos xilings (moeda local), seria idolatrado nos arredores, admirado por sua esperteza e ousadia. Do contrario, condenado a pintar o asfalto e as palmas com seu sangue. A Africa sem duvidas era assim, uma terra de extremos, contradicoes ao maximo, onde a linha que separa o ceu do inferno, pode ser tao tenue, que um desavisado nao a percebe e quando muito nao a entende. Assim quem procura por reflexoes mais profundas, “por ques?” infinitos, pode incorrer no risco de cair em um abismo sem fim. E foi assim que nos sentimos o dia todo, com a imagem do corpo coberto de sangue e pedras indo e voltando continuamente em nossos pensamentos. Muitos agora podem naturalmente pensar em o quanto a Africa e violenta, perigosa, e dos riscos que corremos viajando-se de maneira tao exposta sobre nossas bicicletas. Ate o presente momento nao nos sentimos de maneira alguma sobre ameaca, tensao, ou qualquer outro tipo de sensacao indicativa, de que estivessemos incorrendo contra nossas vidas. Pelo contrario, na maior parte dos lugares que passamos, encontramos apenas muita hospitalidade, carinho e respeito. Porem (mais uma vez!!!), de maneira alguma este estado mais primitivo do ser, e consequentemente da sociedade, passou-nos desapercebido. Ouvimos inumeras historias sobre pessoas acidentadas, muitas vezes a beira da morte, que sao assaltadas sem o menor escrupulo, quando esperam em vao por uma ajuda que na maioria das vezes nunca chega. Ou entao, sobre as experiencias de vida das inumeras mulheres africanas econtradas, as verdadeiras guerreiras e colunas da sociedade e da economia, que desde o seu primeiro dia de vida sao fadadas e treinadas a serem maes. Maes que lavram incessantemente os campos, buscando o sustento para sua infinita prole de filhos, netos e sobrinhos (estes ultimos quase sempre orfaos da AIDS), enquanto os homens, em sua grande maioria, preocupam-se apenas em beber e propagar doencas, em uma promiscuidade sem fim. E quando colocamos em evidencia estes aspectos da dura sociedade africana e que realmente percebemos o quanto somos inaptos a entende-la. Naturalmente tentamos aplicar pre conceitos de comportamento e conduta que nao fazem o menor sentido aqui. Apenas exemplificando esta impotencialidade, certo dia um missionario como mais de 40 anos de Africa nos disse : ”Meus caros quanto mais tempo estou aqui, quanto mais convivo e mais proximo estou dos africanos, menos entendo eles…”. Assim, nos resignamos a unica possivel decisao de assistir tudo como mero expectadores. Aproveitamos tambem para pedir desculpas aos leitores sobre este texto um pouco “pesado”, mais profundo que o habitual, muito alem do panorama turistico, mas de muita importancia no entendimento deste complexo caleidoscopio social. E certa vez quando tentamos explicar em um de nossos ensaios no nosso site (www.eurovias.com.br) sobre o quanto selvagem era a Africa para nos, era exatamente disto que estavamos falando. E infelizmente tivemos que esclarecer e reforcar nossas ideias e percepcoes, atraves do triste exemplo de um corpo estendido no chao, ao contrario de um estendido sob o sol de um belo paraiso tropical…

Neste ultimo trecho da viagem entramos foram encontrados outros viajantes que fazem experiencias semelhantes a nossa (Ver tambem Links Interessantes na coluna ao lado!!!

World Biking Africa - Casal de franceses Eric e Amaya que estao fazendo todo o giro da africa em bicicleta.

Mundo por Terra - Site de Roy e Michelle, um casal de catarinenses que esta dando a volta ao mundo em carro.

Cycle Generation - Casal alemao em viagem de bicicleta pela Africa, promovendo a bicicleta e outros ideias ecologicamente corretas como solucao para maior parte dos problemas ambientais do mundo.

Italiano

Testo pubblicato integralmente nella rivista Jornal de Tijucas (www.jornaltijucas.com.br Edizione 371)

Date un’occhiata alle nuove foto dell’ultimo album!!! Fotos

L’INCOMPRENSIBILE REALTA’ AFRICANA

Dopo quasi tre settimane a Dar Es Salaam, in attesa dei pacchi dall’Italia e dal Brasile, abbiamo ricominciato a pedalare. La meta successiva, Zanzibar. Un paradiso tropicale, ricco di storia e di spiagge di una bellezza indescrivibile. Sinceramente non vedevamo l’ora di poter fare un po’ di vita di mare. L’avevamo visto l’ultima volta in Namibia, piu’ di cinque mesi fa e l’acqua dell’Atlantico non e’ delle migliori per godersi un bel bagno.
E’ stata dura salutare gli amici fatti a Dar Es Salaam. Augusto, italiano, e Frank, tedesco, ci hanno davvero accolti nel migliore dei modi, facendoci sentire sempre a casa e in buona compagnia. La nostra permanenza a Dar e’ stata perfetta, ma ogni storia ad un certo punto presenta un “ma” e la nostra non poteva essere da meno. Durante l’ultimo fine settimana a Dar Es Salaam, Augusto ci ha invitati con altri amici nella sua meravigliosa casa al mare, un vero paradiso, davanti a uno degli ultimi tratti di spaiggi ancora interamente preservati di quest’area. Dopo aver preso il ferry per Kigamboni ha avuto inizio il nostro incubo ad occhi aperti. Al bordo della strada principale si erano ammassate una cinquantina di persone. In un vocifarare misto di euforia e di spavento stavano bloccando il traffico. Non riuscivamo a capire cosa fosse accaduto. Una volta raggiunto il gruppo di persone abbiamo visto il corpo di un giovane uomo, seminudo, che giaceva su una pozza di sangue, coperto da qualche foglia di palma. Il primo pensiero e’ stato un incidente, cosa piuttosto comune da queste parti visto il rispetto pressoche’ nullo per i pedoni e i ciclisti. Augusto ha fermato la macchina vicino al corpo per terra e ha chiesto cos’era successo. Un ragazzo, in un misto di furia ed allegria, ci ha spiegato l’accaduto. L’uomo che giaceva sull’asfalto era stato appena ucciso. Era stato lapidato perche’ aveva rubato. Immediatamente un lungo e profondo silenzio ha invaso la macchina. Ognuno di noi avrebbe voluto dire qualcosa, fare un commento, ma nessuno ha osato aprir bocca. Nel villaggio di Kigamboni si erano fatti giustizia da soli, e in Africa non e’ poi cosi’ raro. Forse se il furto fosse andato come il ladro sperava (e quando si parla di furto in questi casi si tratta magari di qualche gallina o di una modesta somma di denaro contante), oggi verrebbe considerato come una persona furba e capace. Ma le cose sono andate diversamente ed e’ stato ucciso a sassate. L’Africa e’ anche questo. Una terra di estremi, di contraddizioni profonde, dove la linea che separa la vita dalla morte e’ cosi’ sottile da risultare il piu’ delle volte incomprensibile. Quando si cerca di rispondere ad alcuni “perche’”, si finisce per cadere in riflessioni infinite, senza una soluzione vera e propria. Durante tutta la giornata l’immagine di quell’uomo steso al suolo e il pensiero delle pietre con cui era stato ucciso continuavano a tronare ai nostri occhi. Probabilmente molti di voi adesso staranno pensando che l’Africa e’ un paese pericoloso, violento e se non sia pericoloso viaggiare in bicicletta come stiamo facendo. A dire il vero finora non ci siamo mai sentiti in pericolo, o in situazioni in cui potessimo rischiare la vita. Al contrario, nella maggior parte dei luoghi che abbiamo attraversato ci siamo sentiti accolti, benvoluti e rispettati. Ma (ancora una volta “ma”), questo aspetto per cosi’ dire primitivo della societa’ ci ha realmente colpiti. Abbiamo sentito diversi racconti di persone che in seguito ad un incedente stradale sono state letteralmente spogliate, ritrovate al bordo della strada senza piu’ vestiti e nessuno dei propri valori, assaltate in fin di vita, nel momento in cui un aiuto le avrebbe magari salvate.
Un’altro aspetto non trascurabile della societa’ africana sono le donne, vere e proprie colonne portanti della struttura sociale ed economica. Vengono in un certo senso preparate ad essere madri dai primi giorni di vita. Sono madri che lavorano incessantemente nei campi o inventandosi dei piccoli lavoretti, come vendere qualsiasi cosa sulla strada. Devono sostentare la famiglia. I figli sono sempre tanti, specialmente se ad essi si aggiungiono anche i nipoti. Il numero di orfani a causa dell’Aids e’ impressionante, quindi un nucleo familiare spesso si prende cura dei nipoti che hanno perso i genitori. E’ vero che non si puo’ mai generalizzare, ma gli uomini in Africa si prendono ben poche responsabilita’ nei confronti della famiglia. L’alcolismo e’ un problema molto serio in tutta l’Africa, cosi’ come la promiscuita’ sessuale, un circolo che sembra perpetuare all’infinito l’Aids e altre malattie.
Nel momento in cui ci si rende conto di questi aspetti della societa’ africana attuale, si realizza quanto sia incomprensibile. Va da se’ che istintivamente la si giudica con dei criteri di comportamento che qui non hanno nessun senso. Questa impasse si riassume in quanto abbiamo sentito affermare da un missionario che vive e lavora in Africa da quasi 40 anni. Ci ha confessato infatti che quanto piu’ vive in mezzo agli africani e quanto piu’ conosce a fondo la loro cultura, quanto meno riesce a capirli. Siamo rassegnati all’essere meri spettatori di quanto accade. Forse questo testo e’ risultato un po’ piu’ pesante del solito, diverso dalle descrizioni dei paesaggi mozzafiato che si vedono da queste parti. Tuttavia e’ importante pensare anche a queste cose per avere un quadro piu’ realistico di questa complessa realta’. Quando abbiamo descritto l’Africa come un posto selvaggio, ci riferivamo esattamente a questi aspetti. Purtroppo abbiamo dovuto rinforzare nuovamente una riflessione gia’ fatta, questa volta attraverso un corpo morto in mezzo alla strada e non steso al sole di un paradiso tropicale.

Nell’ultimo mese abbiamo incontrato altri viaggiatori che stanno facendo esperienze simili alla nostra, in bicicletta e in automobile (Vedi i link nella colonna a lato - Links Interessantes!!!

World Biking Africa - Una coppia franco-americana che sta facendo il giro di tutta l’Africa in bicicletta.

Mundo por Terra - Sito di Roy e Michelle, una coppia brasiliana che sta facendo il giro del mondo in automobile (4×4).

Cycle Generation - Una coppia di tedeschi, partiti in bicicletta dall’Etiopia in viaggio verso il sud del continente africano, che sta promuovendo la bicicletta e altre idee ecologicamente corrette.

 

Leia mais 3 comments 16 de Outubro, 2008

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