Tanzania

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Portugues e Italiano (sotto)

Finalmente haviamos chego a fronteira com a Tanzania. O finalmente pode ser considerado como um desabafo, ja que o episodio do roubo insistia em permanecer gravado em nossas memorias. Lamentavel, ja que de certa maneira ficamos bloqueados a admirar toda a beleza do Malawi. Do contrario, como explicar nossa indiferenca frente ao incrivel panorama do Lago Malawi visto do alto da missao presbiteriana de Livingstonia, ou banhando-se nas aguas cristalinas das inumeras enseadas que recortam a costa de Nkata Bay? Mas o homem e assim, e as vezes necessita de um tempo para processar e entender experiencias ruins. Esperavamos apenas que este seguisse o ritmo de nossas pedaladas, e que em breve pudessemos usufruir em toda plenitude do que a Africa ainda tinha a nos oferecer. E falando em pedaladas, logo apos a fronteira fomos obrigados a acelera-las, superando assim nosso primeiro passo de montanha a mais de 2.300 metros de altitude. Mais impressionante ainda foi a mudanca ao cruzarmos a linha imaginaria que separa os dois paises. As planicies de terra exaurida e pobre as margens do Lago Malawi, resultado de anos de uma agricultura mal praticada, sem criterios, deram lugar a um relevo montanhoso com uma terra fertil, agraciada com chuvas regulares. Como resultado ricas plantacoes de milho, batata, entre outros legumes, e frutas, muitas frutas das mais variadas especies. Entretanto, estas terras altas e ferteis tinham uma origem toda especial. Haviamos chego pela primeira vez ao famoso Rift Valley, o vale oriundo da separcao de placas tectonicas, que corta a costa leste africana de norte a sul. O Lago Malawi e o Tanganika na Tanzania por exemplo, foram em parte oriundos da separacao destas placas. Devido ao movimento tectonico, nas margens do vale, cresceram montanhas, brotaram inumeros vulcoes. O visual era amplo, vasto, sem fim, como jamais visto ate o momento. Os cones vulcanicos pontuvam todo o terreno extendendo-se horizonte afora. Davam a impressao que a terra havia sido literalmente torcida, sacudida. Em cada paisagem, fotos e mais fotos, que ficarao guardadas apenas nas nossas memorias. Mas nada de tristeza, a viagem seguia e assim comecamos nossos primeiros passos pelo kiswahili, uma lingua melodica e de pronuncia simile as de origem latina. Mas do que curiosidade uma necessidade, ja que a grande maioria nao falava o ingles. E tambem uma oportunidade para estar mais proximo as pessoas nao so Tanzania, mais tambem no Quenia, proximo pais a ser percorrido. E para reforcar esta proximidade, este contato com o povo local, levemente abalada pelo roubo, continuamos a procurar quem de fato esta mais proximo das pessoas : os missionarios. Conhecemos assim Dophi e Israel, dos carmelitanos indianos que a cerca de 7 anos procuram amenizar as arestas da dura realidade enfrentada pelos habitantes da pequena Uyole. Atualmente estao engajados na construcao de um grande centro social, onde futuramente serao fornecidos cursos de costura, nocoes basicas de administracao e informatica, fundamentais em um pais onde o trabalho informal juntamente com a agricultura de subsitencia sao as bases da economica local. As aulas de costura ja sao uma realidade e fazem extremo sucesso entre as mulheres da comunidade, quer seja pela fonte suplementar de renda ou pelo vestuario gratuito fornecido a toda familia. Infelizmente as maquinas de costura, assim com os espacos nunca sao suficientes, ja que a procura e sempre maior que a demanda, algo comum na Africa (Para maiores detalhes olhe o texto em destaque abaixo). Mas a esperanca sempre existe, e um sopro a mais foi dado por Franco e Jose, um italiano e um colombiano, na pequena Mgongo, e por Padre Filippo, tambem italiano, em Ilula. Franco e Jose atualmente mantem a mais de 10 anos a Faraja House (Casa da Consolacao), constituida basicamente de um orfanato, uma escola de formacao secundaria tecnica (serralheria e marcenaria), um ambulatorio, alem de dormitorio para todos os estudantes. Um trabalho arduo, feito diariamente, ao passo com a realidade da cultura africana, que ensina viver um dia apos ao outro, sem preoucupacoes excessivas com o que o futuro pode reservar. (Para maiores detalhes olhe o texto em destaque abaixo) Ja Padre Filippo, um simpatico e ativo siciliano de Nicosia, ha mais de 15 anos mantem um centro de reabilitacao a incapazes, uma escola primaria, um orfanato, um centro de formacao para jovens de ambos os sexos, e uma escola tecnica agraria, de nivel secundario. Com o continuo aumento na procura, um novo centro de reabilitacao esta sendo coonstruido nas proximidades de Ilula (Para maiores detalhes olhe o texto em destaque abaixo). Porem nossas duas primeiras semanas de Tanzania, foram tambem recheadas com inumeras situacoes, dignas de mencao, Primeiro, o susto da descoberta de malaria em Francesca, prontamente curada na paroquia de Makambako. Depois a dura experiencia em descobrir que sou alergico a abelhas apos um inesperado ataque em meio ao nada. Um choque anafilatico, sem complicacoes mais graves do que um bruto susto, que fez entrar um item a mais em nossa compacta farmacia : anti-estamico contra a picada de insetos. Por fim a incrivel experiencia de cruzar os 50 kms do belo Mikumi National Park, tendo como companhia elefantes, girafas, zebras, antilopes e bufalos (ahhhhhh!!!!), pertinho de nossas bicicletas. E toda esta adrelina, toda esta emocao, sao com certeza um incentivo a mais, para continuarmos a compartir com as pessoas que nos seguem uma visao mais proxima da vedadeira realidade de um pais e de sua populacao. Respeitando nossas limitacoes, estariamos assim quem sabe contribuindo de alguma maneira para dismestificar os tao conhecidos rotulos africanos de pobreza, guerras, doencas e fome. E afinal, a Africa ia muito mais alem que qualquer esteriotipo ocidental.

Devido a grande quantidade de encontros e de informacoes geradas com instituicoes de ajuda das mais diversas naturezas, principalmente missionarios, decidimos por criar uma nova categoria em nosso site denominada Ajudando a Africa (Coluna a direita – Categories – Para acessar clique aqui!). Assim a partir de agora informacoes, maneiras de ajudar, quer seja atraves de doacoes ou de trabalho voluntario, estarao disponiveis nesta nova categoria. Para iniciar, falaremos das belas historias do Padre Franco Sordella e Padre Filippo Mamano, alem dos Padres Israel e Dophi acima sitados. Seguem tambem inumeros contatos de outras paroquias e instituicoes visitadas que sempre possuem as portas abertas a entrada de ajuda de qualquer natureza. Obrigado e ate uma proxima…

Confira tambem nossa reportagem mensal no Jornal de Tijucas!!! (www.jornaltijucas.com.br)

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Tanzania

Siamo arrivati in Tanzania. Una sorta di sollievo, visto che l’episodio del furto non ha ancora abbandonato completamente le nostre memorie, cosa che spesso ha impedito di goderci pienamente il Lago Malawi. A volte e’ necessario un tempo per assimilare le esperienze negative. E’ stato pero’ impossibile rimanere indifferenti di fronte all’incredibile panorama del lago visto dall’alto della Missione presbiteriana di Livingstonia, o facendo il bagno nell’acqua cristallina delle insenature di Nkata Bay. Volevamo ricominciare a pedalare il prima possibile e continuare a scoprire quanto l’Africa ha ancora da mostrarci. Una volta superato il confine abbiamo dovuto aumentare il ritmo della nostra pedalata a causa del nostro primo vero e proprio passo di mongtagna africano, di oltre 2300 metri. E’ stato impressionannte percepire come il paesaggio cambia dopo la linea immaginaria che separa i due paesi. La terra che costeggia il lago Malawi e’ pittosto arida perche’ e’ stata coltivata senza criterio nel corso di molti anni, mentre in Tanzania rilievi montagnosi e soprattutto terra fertile, grazie ad abbondanti piogge regolari. Infatti ci sono moltissime piantagioni di mais, banane e di molta altra frutta e verdura. Queste terre fertili hanno un’origine tutta speciale. Si tratta della Rift Valley, ossia la valle originata dalla separazione delle placche tettoniche, che taglia l’Africa orientale da sud a nord. I laghi Malawi e Tanganika hanno origine da questa separazione. Il movimento tettonico ha generato rilievi montagnosi e numerosi vulcani ai bordi della valle. Il panorama e’ ampio, vasto, fino a quel momento non avevamo ancora visto niente di simile. I coni vulcanici si moltiplicani fino all’orizzonte, dando l’impressione che la terra sia stata letteralmente scossa e sbattuta. Ogni paesaggio una foto, e sfortunatamente rimarranno impresse soltanto nella nostra memoria. Il viaggio procede cosi’ come i nostri primi passi col ki-swahili, una lingua melodica, di pronuncia simile alle lingue latine, parlata sia in Tanzania che in kenya. Impararlo sta diventando, oltre che una curiosita’, una necessita’, dato che la maggior parte delle persone non parlano inglese. Inoltre e’ un’opportunita’ per entrare maggiormente in contatto con la gente, cosa che a noi interessa piu’ di tutto. E’ infatti per questa ragione che cerchiamo sempre coloro che sono immersi nella gente del posto, missionari, volontari e tutti quelli che da lontano sono qui per lavorare nel sociale. Abbiamo incontrato Dolphi e Israel, due Padri Carmelitani indiani, che da circa sette anni lavorano nella piccola Uyole. Al momento sono impegnati nella costruzione di un grande centro sociale, dove si terrano corsi di cucito, di amministrazione e di informatica, fondamentali in un paese dove il business fai-da-te e l’agricoltura di sussistenza sono la base dell’economia. Le lezioni di cucito sono gia’ cominciate e hanno riscosso grande successo tra le donne della comunita’, sia perche’ garantiscono un introito in piu’, sia perche’ in questo modo sono garantiti i vestiti per la famiglia. Purtroppo le macchine da cucire, cosi’ come gli spazi per ora disponibili, sono insufficienti. La richiesta e’ tanta, e questo e’ un punto comune a quasi tutta l’Africa. (Per maggiori informazioni vedi il testo in grassetto in basso) Ma lasperanza e’ l’ultima a morire. Una spinta in piu’ e’ stata data da Franco e Jose’, due Padri della Consolata, il primo italiano e il secondo colombiano. Nel piccolo villaggio di Mgongo, Franco ha dato vita oltre dieci anni fa alla Faraja House (Casa della Consolazione), ossia una Missione costituita da un orfanotrofio, una scuola secondaria ad indirizzo tecnico, un convitto per gli studenti e un ambulatorio. Un duro lavoro quotidiano, cercando la difficile armonia con la cultura locale, che impone di vivere alla giornata, senza eccessive preoccupazioni per il futuro. (Per maggiori dettagli vedi il testo in basso) Anche Filippo, un Padre siciliano di Nicosia estremamente attivo e molto simpatico, ha dato vita ad una grande Missione ormai piu’ di 15 anni fa. Il centro di riabilitazione, l’orfanotrofio, la scuola per ciechi, la scuola di cucito, il dispensario, la scuola materna sono solo una parte del suo grande progetto. Infatti, a causa della richiesta, Filippo sta costruendo un ulteriore centro nella bellissima campagna di Ilula, dove la scuola secondaria di agraria e’ gia’ attiva e dove verra’ aperto un centro di riabilitazione ancora piu’ attrezzato.
Durante le prime due settimane in Tanzania siamo stati protagonisti di vicende che mi sembra necessario menzionare: Francesca ha preso la malaria. Inizialmente un bello spavento, ma e’ stata prontamente curata nel dispensario della parrocchia di Makambako. Io ho scoperto di essere allergico alle punture d’ape dopo un inaspettatto attacco nel bel mezzo di niente. Quasi uno chock anafilattico, grazie al cielo nessuna complicazione se non un bello spavento che ci ha costretti ad aggiungere un ulteriore articolo nella nostra piccola farmacia portatile: compresse di antistaminico. Infine abbiamo attraversato il Parco nazionale Mikumi, o meglio la strada principale asfaltata che per 50 km passa attraverso esso. Abbiamo pedalato in compagnia di giraffe, zebre, antilopi, elefanti e, ahime’, bufali, che se ne stavano tranquilli nella savana che costeggia la strada. Tutte queste situazioni costituiscono senza dubbio un incentivo per continuare a vivere e a condividere con chi ci segue la realta’ di questi paesi. Con inostri limiti speriamo di contribuire in qualche modo a ridimensionare i tanto diffusi luoghi comuni africani, cioe’ che l’Africa e’ solo poverta’, guerra, malattie e fame.

In seguito ai numerosi incontri e alle molte informazioni relative alle diverse organizzazioni, principalmente Missioni, abbiamo deciso di creare una nuova categoria nel nostro sito: Aiutando l’Africa (colonna a destra – Categorias – clicca qui!).A partire da questo momento, le informazioni su come poter aiutare o anche solo contattare queste organizzazioni, saranno disponibili in questa nuova categoria. Inizieremo raccontandovi di Padre Franco Sordella e di Padre Filippo Mammano, oltre Padre Dolphi e Padre Israel. Aggiungeremo anche altri contatti di parrocchie e organizzazioni, sempre disponibili a ricevere chi volesse aiutare o anche solo visitare per conoscere. Grazie e alla prossima…

Date un’occhiata al nostro reportage mensile nel Jornal de Tijucas (www.jornaltijucas.com.br)

 

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Ajudando a Africa

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Portugues e Italiano (sotto)

Ajudando a Africa

Faraja House, Escola Tecnica, Ambulatorio e Cooperativa– Padre Franco Sordella

Nossa chegada a Mgongo nao poderia ter sido mais ocasional, oportuna e bela. Ocasional pois apos inumeras portas fechadas a nossa tentativa de pernoite, ajudados por Angelo, um missionario italiano, chegamos a este oasis em meio ao deserto. Oportuna pois tivemos a chance de conhecer o esplendido trabalho que vem sendo realizado ali. E bela pelo inesquecivel encontro com Padre Franco Sordella, italiano, e Padre Jose, colombiano, ambos missionarios da Consulata. O trabalho foi iniciado em 1994, com a construcao de um Centro de Reabilitacao para Meninos de Rua (Faraja House), problema muito serio em Iringa, a segunda maior cidade tanzaniana. Entretanto apos a reabilitacao, sobrava um vazio. Que perspectivas futuras teriam estes meninos, principalmente no campo trabalho? Praticamente nenhuma. Assim facilmente retornariam a vida de rua, vicios e doencas. A solucao veio atraves da criacao de um escola tecnica de nivel secundario, com formacao em mecanica (torno e solda), marcenaria e sapataria. A escola funciona tambem na forma de Cooperativa, onde parte dos ganhos gerados servem para custear os alunos que terminam os estudos e nao encontram trabalho, alem de ajudar na manutencao da estrutura. Padre Franco orgulha-se em dizer que alguns dos meninos tirados da rua hoje frequentam a universidade, algo realmente raro em um pais africano. Devido a quantidade enorme de trabalho para manter a estrutura o objetivo futuro e dissolver a atual administracao centralizada sobre a igreja, entregando a outras instituicoes interessadas em levar o projeto adiante.

Missao Mgongo PO Box 1777 – Iringa - Tanzania
Web site : http://faraja.org
Email contato : franco@faraja.org
Tel :+255 262720820

Paroquia de Ilula – Padre Fillipo Mammano

Atualmente a Paroquia de Ilula, dirigida por Padre Fillipo Mammano, e formada por um verdadeiro complexo de ajuda aos mais necessitados. Tudo comecou a mais de 10 anos atraz quando este siciliano chegou a Ilula, determinado a fazer algo pela carente comunidade local. Atualmente a paroquia conta com a Casa do Bom Samaritano, onde sao atendidos diarimente 102 orfaos e 59 disabeis, uma Escola para Cegos com cerca de 15 alunos, Escolas Profissionais de Costura (41 alunas), Marcenaria (12 alunos) e Agricultura (14 alunos/alunas), um Ambulatorio e um Maternal/Jardim que atende um total de 530 alunos. E os planos nao param por ai. Devido a crescente demanda e um necessidade de cuidado maior para com os disabeis, um novo centro de reabilitacao esta sendo construido, a nivel internacional diga-se de passagem. Padre Filippo esta sempre aberto a receber voluntarios e doacoes de qualquer natureza. Possue cerca de 22 quartos, para hospedar aqueles que tenham interesse em ajudar como voluntarios. Devido a persistencia, idoniedade e trabalho desenvolvido, Felippo felizmente recebeu reconhecimento e consequentemente ajuda de muitas pessoas na Italia, sem a qual seu trabalho seria muito, muito mais dificil.

Missao Ilula PO Box 47 – Mazombe - Tanzania
Email contato : frfil@tiscali.it
Tel :+255 0784378036

Outras instituicoes

Voluntariado e Doacao
Carmelites Fathers – Malisho community Tanzani
a - Fr Dolphi dolphioscd@yahoo.com

Voluntariado
St Annes Health Centre Chilumba Malawi dkanyinji@gmail.com

Paroquia Ilembula – Tanzania – Fr Tarciso tracisio47@yahoo.com
Fausta Pina - faustapina@yahoo.com

Paroquia de Chimala – Fr Alex alex.mkalawa@yahoo.com

Italiano

Aiutando l’Africa

Faraja House: orfanotrofio, scuola tecnica, convitto, dispensario e cooperativa– Padre Franco Sordella e Padre Jose’- Mgongo, Iringa, Tanzania.

Il nostro arrivo a Mgongo non avrebbe potuto essere piu’ occasionale e bello di quanto e’ stato. Occasionale perche’, aiutati dal buon padre Angelo, dopo vari tentativi di ricerca di un posto dove dormire non andati a buon fine, siamo arrivati in questa vera e propria oasi nel mezzo del deserto. Bella perche’ abbiamo avuto l’opportunita’ di conoscere il grande lavoro che viene portato avanti nella Missione e perche’ abbiamo potuto conoscere Padre Franco, italiano e Padre Jose’, colombiano, entrambi missionari della Consolata. La Missione e’ stata iniziata nel 1994 con la costruzione di un centro per i ragazzi di strada, la Faraja House, cioe’ la “Casa della Consolazione”. Il problema dei ragazzi di strada e’ un problema molto serio ad Iringa, le seconda citta’ piu’ grande in Tanzania. Dopo la costruzione del centro di accoglienza Padre Franco si e’ chiesto quale futuro potessero avere questi ragazzi. Una volta raggiunta l’eta’ in cui avrebbero dovuto abbandonare il centro sarebbero facilmente ritornati a fare quello che facevano prima, la vita di strada. Per questa ragione ha creato una scuola tecnica secondaria in cui si studia per diventare falegnami, fabbri e calzolai. La scuola funziona anche come cooperativa. Su ordinazione si possono commissionare dei lavori, il cui ricavato serve per il sostegno e la continuita’ della scuola stessa e per sostenere chi ha ancora difficolta’ nel trovare lavoro dopo il diploma. Vengono inoltre prodotte alcune attrezzature per disabili, come stampelle o girelli. Franco e Jose’ sono orgogliosi del fatto che alcuni dei ragazzi che hanno salvato dalla strada oggi frequentano l’Universita’, cosa realmente rara in Africa. L’obiettivo futuro e’ rendere indipendenti le diverse strutture che oggi costituiscono la Missione.

Faraja House, Missione di Mgongo PO Box 1777 – Iringa - Tanzania
Web site: http://faraja.org
E-mail: franco@faraja.org
Tel :+255 262720820

Parrocchia di Ilula – Padre Filippo Mammano

Attualmente la parocchia di Ilula, di cui Padre Filippo Mammano e’ il parroco, e’ costituita da un vero e proprio complesso di strutture di assistenza per piu’ bisognosi. E’ cominciato tutto oltre dieci anni fa, quando Filippo, siciliano di Nicosia, e’ arrivato ad Ilula, determinato a fare qualcosa per la parrocchia, allora molto carente di servizi. Oggi la casa del Buon Samaritano, cosi’ e’ stata chiamata l’organizzazione, segue quotidianamente 102 orfani e 59 disabili, una scuola per ciechi con 15 alunni, una scuola professionale di cucito con 41 allieve, una falegnameria con 12 alunni e una di agraria con 14 tra alunni e alunne, un ambulatorio, un dispensario e un asilo che accoglie 530 bambini. ma i progetti non finiscono qui. In seguito ad una crescente domanda e al bisogno di spazi piu’ attrezzati per i disabili, Filippo sta costruendo un nuovo centro nella campagna nei pressi di Ilula e le sue porte sono sempre aperte per accogliere volontari e chi avesse voglia di visitare la sua Missione. Ha ben 22 stanze per gli ospiti! Grazie alla sua tenacia e al suo bellissimo lavoro ha ricevuto molti riconoscimenti e continua a ricevere un forte sostegno dagli amici italiani, senza il quale tutto sarebbe stato molto piu’ difficile.
Missione di Ilula PO Box 47 – Mazombe - Tanzania
E-mail: frfil@tiscali.it
Tel :+255 0784378036

Altre organizzazioni

Voluntariato e Donazioni
Carmelite Fathers (Padri Carmelitani) – Malisho community Tanzania - Padre Dolphi dolphioscd@yahoo.com

Volontariato
St Annes Health Centre Chilumba Malawi dkanyinji@gmail.com

Parrocchia di Ilembula – Tanzania – Padre Tarcisio tracisio47@yahoo.com
Fausta Pina - faustapina@yahoo.com

Parrocchia di Chimala – Padre Alex alex.mkalawa@yahoo.com

 

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Agradecimentos

Segue abaixo alguns recados de apoio dos amigos, tantos os de todo vida em como aqueles feitos pelo caminho, que contribuiram com uma doacao, mas que principalmente nos deram a forca moral fundamental para que continuassemos nossa viagem. A nossa chama continua mais acesa do que nunca, e a mais pura verdade e que enfrentando os problemas, crescemos, e muito. Ficamos definitivamente mais fortes…..Um sincero agradecimento do fundo de nossos coracoes a todos que torcem e que de certa maneira compartem esta incrivel experiencia….(todas as mensagens estao na lingua madre em que foram escritas, sem traducao).

Hi there Narbal + Francesca I’m sorry to hear about your misfortune. Hopefully you won’t experience itagain on your journey. Good luck

mi dispiace moltissimo x quanto vi e’ accaduto.ditemi come possiamo aiutarvi anche se con poco ….ma poco donato con il cuore. un abbraccio e soprattutto buona fortuna per tutto.
francy, ti voglio un sacco di bene!!

Poxa Narbal… não precisava, né?! Enfim, todo aprendizado é bem vindo em nossas vidas.. a experiência não é tão simples assim. Na real é intensa e agora com outras informações..
Pode ajudar com 1 real mesmo? Dois, talvez? Paz e boa sorte!

…mi dispiace un sacco ma non disperate, gli amici che vi seguono anche solo con il pensiero vi aiuteranno. Continuate nel vostro viaggio che è un po’ anche il nostro!

Olà, acabamos de ler o e-mail de voces. Sinto muito, mas voces tem os amigos para o
que der e vier. ficam bem ai…Feliz Aniversario..

Po Brother que foi isso?????!!!!!!!!!! muito fo…!!! a galera aqui vai fazer uma vaquinha…
por enquanto vai um abraco… Fica com Deus mano
Ciao amici miei, fatemi sapere dove e come posso aiutarvi …Io con voi sto sognando di viaggiare e voglio fare quello che posso per rendere possibile la continuazione di questo viaggio.Un abbraccio
Cari Francesca e Narbal, ho appena letto tutta d’un fiato la storia del furto e sono allibita. L’ho letta in cucina, ad alta voce, e tutti un pò preoccupati. Noi non abbiamo tantissimi soldi ma ci piacerebbe contribuire perchè l’avventura vostra, e nostra di lettori, possa continuare. intanto vi abbracciamo stretti e tenete duro!
Hello francesca and ?? (sorry, forgot your name!), I read your letter and i would like to support you with a little contribution to buy some new material:let me know how to do? greetz !!Belgium (the woman on the bike who met you in the dark and invited you to spend the night in the big house with the old-fashioned kitchen on your way to Lille near the boader of Belgium-France )
Franci, cara, ho letto sul vostro sito che siete in difficoltà. Cazzo mi dispiace tantissimo per questa cosa che vi è successa. Come state? Siete in panico o state fronteggiando la cosa? C’è qualcuno che può aiutarvi con la burocrazia locale? Soprattutto per i documenti. C’è qualcosa che posso fare io da qui?Non posso dare molto ma vi aiuto più che volentieri.Mano male che avete le vostre biciclette ancora con voi. Vorrei essere lì con te e abbracciarti forte e dirti che tutto si sistemerà, perchè ne sono convinta.Fammi sapere come stai se hai bisogno di qualcosa da qui, ok? Aspetto notizie, ti voglio bene. Tieni duro.

Hello from Switzerland. I’m sorry to hear about this story. About this insolence of some african people…Maybe I can help with some bike and/or camping equipment? Is it possible to send a packet by DHL or a similar courier? with all the best wishes.
Pu… que pa… !!! Bom, sem muitas palavras para comentar o lamentável episódio…Força sempre e barco para frente… !!! Livre-se do sentimento de perda que lhe atormenta nesse instante e agradeça a Deus pelo ‘’todo'’.Não estou tão preocupado, pois sei que receberão muita ajuda…

ciao hai hai che disgrazia. Ma ben sepete che l’africa ha di queste cose. A chi lo dite. Però, ora divento serio, mi sono servite tanto. Meditateci sopra, nulla capita per caso e di questo ne abbiamo già parlato.Adesso, visto che siete come gli africani…. e chiedete soldi, ditemi come faccio a mandarveli.Vi ammiro. A risentirci. Un saluto.
Ciao, se è successo è perche doveva succedere…bravi, fatevi delle domande. Io risposte o supposizioni ne ho fatte tante ma la cosa che ho imparato è quella di avere l’onesta di riconoscere i propri limiti, ovvero: come uno ha reagito, come uno era attaccato a quegli oggetti, come uno riesce a riprendere la fiducia con gli altri. Tante cose succedono perchè devono succedere…..
…ma la vita di segnali ne manda tanti, occorre solo essere attenti. Ma sono certo che questo viaggio sarà molto importante e poi, scusate, sono anni che siete in giro…..!!!! Ma finirà anche e, spero anche per voi, come lo è ora per me (è vero che è passato un solo mese….) tutto sarà diverso. Non è più il luogo, le condizioni a rendere bella la vita. Siamo noi che costruiamo una bella vita.

Eila!!abbiamo appena letto quello che avete scritto. Ci dispiace davvero molto, dove siete in Malawi? Fateci sapere qualcosa, ormai sono gia’ trascorsi dieci giorni, magari avete gia’ risolto il problema, ma vi scrivo ugualmente per farvi sentire il nostro apoggio!!Caspita, ci spiace sul serio, davvero fateci sapere qualcosa, ok?
Olá , que susto em , estou aqui enviando este e-mail a vc, já falei com seu pai ontem ele me informou que vc já recebeu alguma ajuda, mas mesmo assim gostaria de saber com posso fazer algo por vc e a Francesca. Então é isto , sabes que podes contar com seu amigo aqui para qualquer coisa. Aguardo sua resposta e manda um abraco para Francesca , e que Deus ilumine esta viagem. Abraço.

 

Leia mais Comentar 11 de Agosto, 2008

A Africa Voluntaria….

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Portugues e Italiano (Sotto)

A Africa Voluntaria

A prescindir da sua indescutivel beleza selvagem, buscavamos algo mais alem. Algo que pudesse contribuir para determinar um sentido mais real, preciso e porque nao dizer mais justo do que e a Africa, sua gente e sua sociedade. Este imenso continente e seu povo iam mais alem do que seus parques nacionais e de toda a infraestrutura envolvida na industria do turismo. E pensando desta maneira, tinhamos uma grande vantagem frente aos outros viajantes : a bicicleta. Esta por si so, inevitavelmente, aproximava mais as pessoas, quer seja pela ausencia de barreiras fisicas entre nos e a populacao, quer seja pela simpatia inerente a este fabuloso meio de transporte. Favorecia-nos em muito uma melhor compreenssao do difuso caledoscopio africano. E entre todas as componentes desta “mistura”, uma sem sombra de duvidas nao poderia ficar de fora, talvez principalmente pela sua importancia ao pobre povo africano : a atuacao do terceiro setor e do trabalho voluntario. Por terceiro setor, entende-se todas as entidades nao governamentais, que de certa maneira ajudam e/ou minimizam as dificuldades enfretadas diarimente pelos menos favorecidos na sociedade. E dentre estas destacam-se as ONG’s (organizacoes nao governamentais), as igrejas, as missoes religiosas e o trabalho voluntario espontaneo. Muitas vezes estas entidades atuam em conjunto, ajudando a manutencao de projetos governamentais ou nao, por intermedio do trabalho de voluntarios. Tinhamos uma ideia previa de que muito se fazia por aqui, mas nao pensavamos que era tanto!!! A quantidade de projetos desenvolvidos e realmente grande assim como o pessoal mobilizado, quer sejam moradores locais quer sejam de alem mar. E dentre este exercicito, tivemos a grata oportunidade de conhecer tres recrutas da mais alta qualidade, com historias dignas de um livro.
Comecamos com a historia de Enrico e Simonetta. Italianos, ambos chegaram na Zambia a cerca de 15 anos atraz. Vieram como voluntarios laicos, designados a trabalhar em uma Missao Catolica de Combonianos, na pequena vila de Chikowa, distante 100 kms da agitada Chipata, na fronteira com o Malawi. Se conheceram durante o trabalho voluntario, onde ai teve inicio uma bela historia de amor entre eles, e de amor ao proximo. Durante os 6 primeiros anos em Chikowa, isolados e com poucos recursos, viviam da maneira mais puritana possivel, sem nenhuma especie de salario. Recebiam apenas alojamento e a comida basica para sua sobrevivencia. Na vila e nos arredores faziam de tudo um pouco. Simonetta, enfermeira por formacao, dedicava-se ao trabalho de saude publica, e Enrico atuava nos mais diversas areas, desde a implementacao de hortas e melhoria nos sitemas de cultivo, ate na manutencao de um especie de marcenaria local. Com o tempo o amor gerou frutos. Primeiro, Giuseppe, e tres anos mais tarde os gemeos Filippo e Damiano. Com o crescimento da familia, viram-se obrigados a procurar uma fonte de renda que pudesse garantir a manutencao desta, dando continuidade ao trabalho . O pedido de alguma remuneracao por parte da igreja veio na forma de um nao. Cogitaram a possibilidade de retorno a Italia, porem a vontade de ajudar ao proximo, o ideal de uma sociedade mais justa, era mais forte. Movendo-se para Chipata, comecaram a realizar os mais diversos trabalhos, como forma de obter algum ganho, concomitantemente com o trabalho voluntario. Depois de muito trabalho, muita luta e muitas dificucldades superadas finalmente encontraram um ONG italiana que decidiu apostar no seus sonhos. Atraves da adocao de criancas a distancia, escolas foram construidas em parceria com o governo, dois centros de apoio alimentar aos bebes filhos de maes portadores do HIV/Aids vem sendo mantidos, alem da ajuda diaria a moradores portadores das mais diversas enfermidades. Ajudam tambem na manutencao de criancas na escola atraves de bolsas-auxilio. Nestes anos a familia cresceu, o amor ficou mais forte , e junto a unica certeza de estarem no caminho certo, apesar de todas as agruras e problemas enfrentados diariamente.
Com, Marco, uma historia semelhante, de dedicacao e idealismo a causa solidaria. A tambem cerca de 15 anos atraz, Marco iniciara o trabalho voluntario laico junto a igreja catolica, impulsionado pela infelicidade que o abatia dia apos dia na grande Milao, Italia. “Por que nao ajudar um pouco a quem realmente precisa?” perguntava-se constantemente. Esteve na Bosnia pos-guerra, depois Turquia, e por fim chegou a Africa. Intercalava periodos intensos de trabalho na Italia, onde recolhia fundos para sua manutencao durante o voluntariado ja que a igreja tao pouco fornecia qualquer ajuda. Na Africa tentou estabelecer-se no Malawi, so que por problemas de visto, viu-se obrigar a migrar tambem para Chipata, Zambia. Pela ajuda de um padre, arrumou seus “papeis” e deu inicio a uma bela historia de trabalho duro e sucesso. Comecou com uma pequena escola, com professores voluntarios em um dos inumeros “compounds” (favelas) que circundam Chipata. As aulas eram proferidas em uma maloca de barro, com a infraestrura mais basica possivel. Mais do que o objetivo de ensinar, a intencao de manter ocupadas as criancas, evitando assim o desvio para caminhos mais tortuosos. As idas a Italia para curtos periodos de trabalho intenso continuaram, ja que Marco nao possui meios para sua subsistencia. Esta intensa rotina nao desanimava-o, ao contrario dava mais energia para que seguisse firme em seus propositos. Em seu ultimo periodo Italia mais do que a sorte em seus trabalhos temporarios, teve a oportunidade de conhecer Luzi, uma simpatica mantenedora de uma ONG italiana. Comovida com seu esforco, decidiu ajuda-lo um pouco. Assim, Marco retornou a Chipata, mais disposto do que nunca, construiu uma nova escola, melhor estruturada, com professores mais qualificados, seguindo em frente, feliz e realizado neste projeto. Atualmente fundou uma associacao local e vive basicamente de doacoes vinda do exterior, que sao tao incertas quanto o futuro de seus pobres alunos.
Se Enrico, Simonetta e Marco fossem perguntados se estao infelizes com o que fazem, se tem medo desta vida um pouco “insegura” para a grande maioria, a resposta vem unissona : nao, definitavemente nao!!! Certamente vivem com pouco, mais contentes em ver e condivir a felicidade alheia, de pessoas que nao tem praticamente nada, apenas a esperanca de um futuro melhor, mais digno e igualitario.

Se alguem tiver interesse em contribuir de alguma maneira com os projetos desenvolvidos pelas pessoas acima citadas, quer seja atraves de doacao de material ou especie, quer seja atraves de trabalho voluntario basta entrar em contato atraves do nosso email (contato@eurovias.com.br). Alguns dias atraz visitamos a Paroquia de Rumphi, no coracao do Malawi, e ficamos conhecendo o simpatico e obestinado Padre Sam. Atualmente ele necessita de alguma ajuda para levar avante seu projeto de ampliacao e construcao de novas salas de aulas na regiao compreendida em sua paroquia. Algo de extrema importancia, pois infelizmente uma grande parte das criancas na regiao nao tem acesso a qualquer forma de ensino escolastico regular. Para ajudar de alguma maneira (voluntariado/doacao), ou melhor, colocar em contato alguma organizacao que tenha interesse em cooperar com seu trabalho, basta entrar em contato conosco (contato@eurovias.com.br) ou diretamente com Padre Sam atraves do seu email (rev.fr.samuel@gmail.com ou bsilungwe@hotmail.com). As vezes o que pode parecer pouco, pode ser muito para quem nao tem nada!!!Obrigado.
Italiano

Gostariamos de agradecer tambem a todas as pessoas, amigos e familiares que de alguma maneira ajudaram nossa recuperacao apos o furto. Mais do que ajuda financeira, a ajuda emocional foi de suma importancia a continuidade da viagem. Algumas das mensagens de incentivo e ajuda pode ser acessadas clicando aqui!).

Volontariato in Africa

Stavamo crecando qualcosa che andasse al di la’ dell’indiscutibile bellezza selvaggia africana. Qualcosa che contribuisse a dare un senso piu’ reale e, perche’ no, piu’ giusto ai paesi e alla societa’ in cui stavamo viaggiando. Questo immenso continente va ben oltre i parchi nazionali e le innumerevoli attrazioni turistiche. Ragionando in questi termini, avevavmo dalla nostra parte un mezzo che altri viaggiatori non hanno: la bicicletta. Gia’ di per se’ approccia piu’ naturalmente le persone, sia per l’assenza di barriere fisiche tra noi e gli altri, sia per la simpatia che suscita spontaneamente. La bicicletta ci da una migliore prospettiva del caleidoscopio africano. Uno degli aspetti piu’ evidenti di questa complessa realta’ e’ senza dubbio il dispiegamento di forze per gli aiuti umanitari. Mi riferisco alle strutture non governative che si battono per il miglioramento delle condizioni di vita dei piu’ bisognosi, come le ONG (organizzazioni non governative), la Chiesa e le Missioni. Spesso collaborano tra loro per lo sviluppo di progetti e vengono aiutate da moltissimi volontari.
Che da queste parti gli aiuti fossero molti lo sapevamo, ma non ci aspettavamo che fossero cosi’ tanti. La quantita’ di progetti portati a termini e ancora in corso e’ davvero enorme, cosi’ come il numero di persone mobilitate, sia sul posto che dall’estero. Abbiamo avuto la fortuna di conoscere alcune tra le reclute piu’ alte di questo copioso esercito, la cui storia sarebbe degna di un libro.
Cominciamo con Enrico e Simonetta, italiani, approdati in Zambia circa 15 anni fa. Hanno cominciato come volontari in una missione dei Padri Comboniani nel piccolo villaggio di Chikowa, distante un centinaio di chilometri dalla citta’ di Chipata, al confine col Malawi. Si sono conosciuti durante un campo di lavoro, dove ha avuto inizio la loro storia d’amore e anche la losro storia d’amore per gli altri. Durante i primi sei anni a Chikowa, isolati e con ben poche comodita’, hanno vissuto una vita estremamente semplice, senza ricevere alcun tipo di salario. Venivano dati loro vitto e alloggio. Simonetta, infermiera professionale, si occupava dell’assistenza sanitaria del villaggio e dei villaggi circostanti. Mentre Enrico aiutava in diverse aree, dallo sviluppo e il miglioramento delle coltivazioni, ad un piccolo negozietto che vende di tutto. Con il tempo l’amore ha dato i suoi frutti, il primo, Giuseppe, e tre anni piu’ tardi i gemelli, Filippo e Damiano. La famiglia cresceva, cosi’ come il bisogno di trovare una fonte per mandarla avanti parallelamente a quanto stavano facendo. La Chiesa non ha offerto loro nessuna alternativa. Hanno pensato di tornare in Italia, ma il desiderio di continuare a fare quello in cui credevano era troppo forte. Si sono trasferiti a Chipata dove, accanto al lavoro umanitario facevano altri piccoli lavoretti. Dopo vari tentativi e tante difficolta’, una ONG italiana ha deciso di dar loro una chance per continuare. Attraverso le adozioni a distanza, sono riusciti a costruire scuole e due centri di accoglienza per madri affette da HIV/Aids, per i loro figli e per i bambini affetti da altri problemi. Con delle borse di studio aiutano inoltre alcuni ragazzi ad andare avanti nella loro formazione scolastica. Oggi la loro famiglia e’ piu’ unita che mai e sono certi di essere sul cammino giusto, malgrado le difficolta’ che continuano ad affrontare.
Marco ha una storia simile alla loro, di intensa dedizione e forte idealismo. Circa 15 anni fa, insoddisfatto di quanto stava facendo a MIlano, ha iniziato a lavorare come volontario. “Perche’ non aiutare chi ne ha bisogno?”, si chiedeva costantemente. E’ stato nella Bosnia del dopoguerra, poi in Turchia ed infine e’ approdato in Africa. Di tanto in tanto passava periodi di intenso lavoro in Italia, in cui raccoglieva i fondi necessari per mantenere il suo volontariato. Inizialmente in Africa ha tentato di stabilirsi in Malawi, da dove pero’, a causa di problemi per il permesso di lavoro, si e’ trasferito a Chipata, in Zambia, dove recentemente ha risolto il problema del permesso grazie all’aiuto di un prete. Nei compund di Chipata, ossia nei sobborghi piu’ poveri della citta’, ha avviato autonomamente una scuola per gli orfani e per i bambini piu’ in difficolta’. All’inizio le lezioni erano tenute in una capanna di fango da insegnanti volontari. L’obiettivo principale era di radunare i bambini e tenerli occupati, per dar loro un’alternativa alla strada. Marco ha continuato ad andare in Italia per raccogliere fondi senza mai disanimarsi, anzi, trovava sempre nuove energie per andare avanti. Durante uno dei suoi lavori temporanei in Italia ha avuto la fortuna di conoscere Luzi, una signora italiana, fondatrice di una ONG. Colpita dalla sua tenacia, ha deciso di aiutarlo. Marco e’ tornato a Chipata, deciso piu’ che mai ad andare avanti nel suo progetto. Col tempo e’ riuscito a costruire una vera e propria scuola, con una miglior struttura e degli insegnanti qualificati a cui adesso e’ in grado di pagare uno stipendio. Ha fondato un’associazione e il suo proposito oggi e’ quello di rendersi autosufficiente da un punto di vista economico, cosi’ da non dover dipendere dalle donazioni.
Se dovessero chiedere ad Enrico , Simonetta e Marco se sono infelici di quello che fanno o se hanno paura di questa vita a volte un po’ incerta, risponderebbero all’unisono di no! E’ vero, vivono con poco, ma sono felici di condividere con gli altri. Quegli altri che non hanno praticamente niente, se non la speranza di un futuro migliore e piu’ giusto.

Se qualcuno fosse interessato ad aiutare in qualche modo i progetti soprta citati, sia attraverso donazioni materiali, sia attraverso lavoro volontario, e’ sufficiente entrare in contatto con noi attraverso la nostra e-mail: contato@eurovias.com.br. Pochi giorni fa abbiamo visitato la parrocchia di Rumphi, nel cuore del Malawi, e abbiamo conosciuto Padre Sam, un uomo davvero simpatico e soprattutto ostinato. Al momento avrebbe bisogno di aiuti per continuare il suo progetto: costruire una scuola nella grande regione che la sua parrocchia comprende. I bambini di quest’area non hanno altre possibilita’ di accesso all’istruzione. Se qualcuno volesse aiutarlo o volesse metterlo in contatto con delle associazioni, puo’ mettersi in contatto con noi: contato@eurovias.com.br, o puo’ contattarlo direttamente: rev.fr.samuel@gmail.com o bsilungwe@hotmail.com. A volte puo’ sembrare poco, ma e’ molto per chi ha delle risorse estremamente limitate. Grazie.

Vorremmo inoltre ringraziare tutti gli amici e le nostre famiglie che ci hanno aiutato dopo l’incidente del furto. E’ stato un aiuto materiale, ma l’aiuto emozionale e’ stato di estrema importanza per ritrovare l’entusiasmo. Se avete voglia di leggere i bellissimi messaggi che abbiamo ricevuto basta cliccare qui !).

 

Leia mais 1 comment 11 de Agosto, 2008

Uma pequena tragedia….

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Portugues e Italiano (Sotto)

Uma pequena tragedia,,,,,

14 de julho de 2008. Hoje e um dia especial. Meu segundo aniversario durante a viagem. Para mim esta viagem e tudo o que nela vem acontecendo e o maior presente que poderia desejar. Os amigos feitos, os lugares conhecidos, um pouco de ajuda a quem mais precisa, o amor de uma mulher…Para comemorar este dia especial resolvemos mudar a nossa economica, oportuna, enriquecedora e proposital rotina das paradas nas igrejas, missoes e hospitais ao longo do caminho. Decidimos parar em um camping. Encontramos um perfeito, a beira do limpido e imenso Lago Malawi, com um visual incrivel. Resumimos rapidamente a nossa historia a gerente, que por sinal era muita simpatica, e esta deixou-nos ficar quase que gratuitamente, em troca das pequenas publicidades que colocamos em nosso web site. O lugar era tao calmo, tao tranquilo e agora economico, que optmos por ficar mais um dia. E sem sombra de duvidas este foi um dia inesquecivel…. Apos termos jantado, fomos ao restaurante nos distrair um pouco, conversar com os outros hospedes, relaxar. Fiicamos cerca de uma hora, e quando retornarmos a nossa barraca percebi que algo estranho havia acontecido. Bagunca, coisas espalhadas pelo chao. Fomos roubados!!! Nossas cameras fotograficas, atualmente indispensaveis a nossa viagem, os dois cartoes de credito por onde recebemos nosso dinheiro, dinheiro em contante para quase 1 mes de viagem, passaportes, nossos MP3’s, as bolsas do guidao, sapatos, mapas, tudo. O “Coracao Acolhedor da Africa” como e conhecido o Malawi, aludido a seu povo teoricamente pacifico, nos mostrara a sua cara mais dura, mais fria. Restaram por sorte as bicicletas e suas bolsas, nossa barraca com um buraco gigantesco na porta (cortado por um faca) , sacos de dormir e mais algumas roupas. Comunicamos a gerente do lodge que imediamente acionou a policia e os moradores locais, e assim partirmos para a busca dos ladroes.Eu fiz o mesmo, caminhando sob a tarpor da ira, por horas e mais horas pela infinitas trilhas em meio a floresta, sem sucesso. Impossivel entender o que se passou em um local que conta com a presenca de cinco vigias todas as noites. Enfim, em um dos raros momentos de descontracao, o inesperado aconteceu. Depois de cerca de 1 hora de buscas meu passaporte foi encontrado proximo ao portao principal, algo meio suspeito.

Assim caros amigos atualmente a nossa situacao e esta. Estamos sem dinheiro, sem parte do nosso equipamento, com a moral em baixa, mais decididos a continuar. Seguimos firmes e fortes no nosso proposito, com a chama mais acesa do que nunca. Para tanto necessitamos da ajuda de todos. Para qualquer doacao, em dinheiro (qualquer quantia, quer seja um 1 euro ou 1 real!!), ou em equipamento favor entrar em contato atraves do nosso email (contato@eurovias.com.br). Poderemos explicar como proceder, da maneira mais facil, quer seja no Brasil, na Italia ou em qualquer outra parte do mundo. Nossas prioridades sao a maquina fotografica, sapatos e resto do material indispensavel a continuidade da viagem. Nao precisamos reforcar que atualmente viajamos em restrita economia e que estes itens sem sombra de duvidas excedem nosso curto orcamento.

Atualmente dedicamos parte do nosso tempo, atencao e energia ao trabalho voluntariado e de ajuda que vem sendo desenvolvido na Africa por instituicoes de todo o mundo (quando fomos roubados estava finalizando o texto que fala mais um pouco sobre isto). Tratavamos de ajudar de alguma maneira, respeitando e claro nossas limitacoes, estas pessoas que tentam melhorar um pouco a dura vida do povo africano. Porem, agora por ironia do destino nos e que precisamos de um pouco de ajuda, para podermos continuar dividindo com voces esta incrivel experiencia. Estamos trabalhando tambem na elaboracao de uma camiseta da viagem, e da venda on-line do livro Projeto RACA (Rota Austral Chile Argentina (ver site em Projetos Anteriores na coluna ao lado).

Esperando a compreensao de todos, ficamos por aqui…. Beijos e fiquem na paz.

Italiano

Una piccola tragedia…

14 luglio 2008. Oggi e’ una giornata speciale. E’ il secondo compleanno che festeggio durante il viaggio. Tutto quello che e’ successo da che sono partito, gli amici incontrati, i posti visitati, un po’ di aiuto a chi ne ha bisogno, l’amore di una compagna e ovviamente il viaggio stesso, sono il piu’ bel regalo che potessi ricevere. Ultimamente ci capita spesso di fermarci a dormire in alcune parrocchie o missioni che incontriamo lungo il cammino. Oltre ad essere un’opzione economica, conoscere queste persone e’ un’esperienza estremamente arricchente per noi stessi. In occasione di questa giornata speciale, abbiamo deciso di cambiare la nostra routine pensando di fermarci in un camping. Ne abbiamo trovato uno perfetto, sulla riva del bellissimo lago Malawi, con una vista davvero incredibile. Dopo aver spiegato la nostra situazione, la manager ha deciso di farci uno sconto in cambio della pubblicita’ che facciamo sul nostro sito. Il posto era cosi’ tranquillo che alla fine abbiamo optato per starci un giorno in piu’ e, senza dubbio, questo giorno e’ stato davvero indimenticabile. Dopo aver cenato sul tavolo vicino alla tenda, siamo andati un po’ al bar per rilassarci e far due chiacchere con gli altri ospiti. Dopo circa un’ora siamo tornati alla tenda per andare a dormire. C’era qualcosa di strano, un bastone di legno vicino alle bici, alcune cose buttate per terra. Ci avevano rubato tutto!! Le nostre macchine fotografiche, indispensabili al viaggio, le carte di credito, il denaro in contante che, anche se non molto, era necessario per quasi un mese di viaggio, i passaporti, i lettori MP3, le borse frontali della bici, le mie scarpe, le mappe, tutto. Il “cuore caldo dell’Africa”, come e’ soprannominato il Malawi per il suo popolo ospitale ed onesto, ci aveva appena mostrato il suo lato peggiore. Per fortuna non hanno rubato le bici e le borse, la tenda (che comunque e’ stata tagliata con un coltello), i sacchi a pelo, i materassini e alcuni vestiti. Siamo corsi ad avvertire la manager, la quale ha contattato immediatamente la polizia e la gente dei villaggi circostanti che si sono messi subito sulle tracce dei ladri. In preda alla rabbia, ho girato per piu’ di un’ora tra i cespugli sulla riva del lago, ma niente. E’ impossibile capire come sia potuto succedere in un campeggio con cinque guardie notturne. Dopo circa un’ora e’ successo qualcosa che nessuno ormai si aspettava piu’. Il mio passaporto e’ stato ritrovato tra i cespugli vicino all’entrata principale del lodge, cosa per altro abbastanza sospetta.

La nostra situazione attuale e’ questa. Siamo senza soldi e soprattutto senza una parte del nostro equipaggiamento, tra cui la macchina fotografica, indispensabile per il progetto, con il morale a pezzi, ma decisi comunque a continuare. Se qualcuno avesse voglia di donarci qualcosa, di qualsiasi genere, anche un piccolo aiuto in denaro di solo un euro, si puo’ mettere in contatto con noi scrivendo alla mail del sito contato@eurovias.com.br.

Ultimamente stiamo dedicando parte del nostro tempo e del nostro viaggio a conoscere il lavoro volontario svolto in Africa da persone di tutto il mondo (stavo terminando il post dedicato a questo pochi giorni prima che ci rubassero tutto). Rispettando le nostre ristrettezze economiche, stiamo comunque cercando di collaborare come possiamo con le persone che incontriamo lungo il cammino e che lavorano duramente per aiutare il piu’ possibile le persone che ne hanno bisogno.
In questo momento avremmo bisogno di un piccolo aiuto per continuare a dividere con voi tutto questo. Stiamo pensando di fare delle magliette del viaggio e di vendere on-line il libro RACA (Rota Austral Chile Argentina). Sul sito EUROVIAS c’e’ un link che ne parla PROJETOS ANTERIORES.
Grazie per averci “letto” ed ascoltato anche stavolta.
A presto

 

Leia mais Comentar 20 de Julho, 2008

Por que os africanos nao pedalam?

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Por que os africanos nao pedalam?

Portugues e Italiano (Sotto)

Esta foi uma duvida que apareceu logo depois de cruzamos a fronteira de Botswana com a Zambia? Por que? Porque a Zambia foi o primeiro pais ate o momento a apresentar um numero razoavel de pessoas usando as duas rodas como real meio de transporte. E que meio!!! Levam de tudo sobre as magrelas. Desde tanques carregados com a gasolina mais barata de Botswana, compras, sacos de farinha, cimento. Nao possuem limites para sua criatividade e para o peso carregado sobre suas bicicletas. Mais voltando a questao, por que nos outros paises ate agora percorridos as pessoas nao usam as bicicletas?

As desculpas poderiam ser muitas. Comecemos a enumera-las e tentar justifica-las. Antes uma consideracao. Quando falo em africanos, estou falando dos africanos negros, pois para a grande maioria dos brancos o termo bicicleta e algo que nao existe em seu vocabulario. Assim os negros poderiam queixar-se das mas condicoes das estradas e do trafego intenso. Mentira. No tres paises percorridos ate agora (Africa do Sul, Namibia e Botswana) as estradas podem ser classificadas entre boas e razoaveis de maneira geral, ate mesmo as secundarias, geralmente de terra batida, e o trafego pouco intenso na grande maioria das vezes, salvo raras excessoes. Assim vamos para a segunda “desculpa”. O relevo acidentado nao favorece muito o pedal. Tambem mentira. A parte das altas terras de Namaqualand, no noroeste sul africano, o relevo pode ser considerado bastante plano em todas as regioes percorridas, especialmente em Botswana. Talvez uma justificativa aceitavel seja a intensidade e direcao do vento em algumas regioes e em determinadas estacoes. Mas convenhamos, condicoes perfeitas durante todoo o ano ja e demais!!!

Assim a pergunta ainda persiste. Por que nao bicicletas? Ao meu ver a solucao ou pelo menos a remediacao para muito dos problemas enfrentados. Primeiro o povo africano negro de maneira geral e bastante pobre, e neste contexto a bicicleta encaixaria-se perfeitamente. Um meio de transporte barato, que nao necessita combustivel, a nao ser algumas calorias, facil e economica manutencao. Alem disto melhora em muito a qualidade de vida, visto que qualquer atividade aerobica praticada regularmente com prudencia e moderacao, favorece um ganho em saude.

Conversando com os maradores, alguns me disseram que as bicicletas sao um pouco caras para os ganhos da grande maioria. Em muitos casos isto e verdade, ja que as pessoas mal conseguem ganhar o dinheiro que garanta o pao do dia a dia. Porem constatei que muitos, ao sinal da primeira melhora nos ganhos mensais partem direto para a compra de um carro, o tao sonhado carro, mesmo que isto signifique um caindo aos pedacos. Dai entra a velha histroria do modelo de sucesso capitalista, “carro, casa repleta de eletrodomesticos, etc, etc”. E isto entra diarimente na grande maioria das residencias africanas pela famosa parabolica. E em praticamente todas mesmas, ate nas malocas de barro.

Justificativas a parte uma coisa e certa. So sei que apartir do momento que entramos na Zambia, nao apenas o numero de bicicletas multiplicaram-se, mas tambem os sorrisos e acenos, de uma maneira intensa e verdadeira ate entao nao presenciada. Sera que exista alguma relacao nisto?

No caminho das igrejas catolicas.

Apos a fronteira, a paisagem mudara um pouco. O relevo predominantemente plano da Botswana dera lugar a um mais montanhoso, repleto de “sobe e desce”. O vento continuava soprando do quadrante leste e isto infelizmente seria a nossa realidade ate o Malawi. Infelizmente pois impreterivelmente teriamos que pedalar mais de 1000 kms contra ele. Porem, por sorte agora tinhamos combustivel e pontos de apoios extras, novos ate o momento. O combustivel? A extrema simpatia e alegria do povo zambiano. Os pontos de apoio? As inumeras igrejas catolicas ao longo do caminho.

Ja na chegada a Livingstone, paramos e abordamos um “branco” de bicicleta em plena avenida, algo raro de se ver na Africa. E advinhem de onde ele era? Do Brasil!!! Marcio um aspirante a padre catolico, nato no Mato Grosso do Sul, a quase dois anos vive na Africa, desenvolvendo seu estagio de missionario, uma especie de teste antes que ele seja ordenado um padre missionario. Extremamente calmo e simpatico nos convidou a ficar na paroquia que habitava, juntamente na companhia de Peter, o paroco polaco titular a 9 anos. Marcio nos explicou que ao longo do caminho ate Lusaka, encontrariamos sempre igrejas catolicas, e que talvez estas fossem um bom ponto de apoio a nos. Literalmente isto parece ter-nos caido do ceu, pois a Zambia mostrava-se ainda mais cara do que os paises anteriores. Assim, Marcio nos forneceu alguns contatos, que mostrarm-se de extremo valor a medida que avancavamos em direcao a capital. Mais do que um lugar para dormir comecamos a entender melhor um pouco do trabalho desenvolvido pela igreja junto as comunidades na Zambia. E quem pensa que resume-se a evangelizacao e aos demais trabalhos tipicos desesnvolvidos pela igreja engana-se. Vai muito mais alem. Para muitos zambianos a divina esperanca de salvacao, ja que o governo infelizmente nao consegue oferecer as condicoes basicas de sobrevivencia aos seus cidadaos.

Como exemplo falamos um pouco do trabalho desenvolvido pelo italiano Padre Mauricio, na Paroquia de Mazabuka, a 130 kms de Lusaka. Mauricio chegou a mais de 10 anos atras nesta media cidade do sul zambiano, cheio de ideias, pretensoes, sonhos. E com muito trabalho ele conseguiu tornar realidade parte destes sonhos. Ou pelo menos esta a caminho. E entre os principais, esta sem sombra de duvida melhores condicoes de vida para as criancas e jovens da localidade. Os jovens, sem sombra de duvidas, sao os que mais sofrem com a falta de opcoes, com a falta do que fazer. E como diz o ditado “Mente vazia fabrica do diabo…”, comecam a desenvovler naturalmente uma propencao para o alcoolismo, para o roubo, por exemplo. O resgate para estes jovens “naufragos”, veio atraves de um barco, ou melhor, de uma grande Arca de Noe. Uma nao, ou melhor, sete. Conhecidas como Arcas de Noe, as casas de acolhimento idealizadas por Mauricio para abrigar jovens com serios problemas, principalmente familiares, ajudam na reintegracao destes a sociedade. Em todas as casas ha um responsavel, geralmente um jovem mais experiente da propria comunidade, o qual procura monitorar e orientar os jovens. Abstinencia ao alcool e uma das primeras premissas exigidas aos que postulam um lugar na casa, alem da obrigacao dos estudos escolares. Como atividades complementares, criacao de galinhas, patos, hortas, entre outras atividades. que possam vir a criar um senso de responsabilidade e compromisso, alem de um importante complemento na alimentacao. E por falar em alimentacao, Mauricio juntamente com a ajuda da Associacao de Padeiros de Milao, e de outras ONG’s italianas, idealizaram e fundaram uma padaria local. Uma otima ideia que veio de certa maneira complementar a ideia das arcas, ja que a falta de trabalho aos jovens e um direcionador ao caminho dos vicios. A padaria e administrada pelos jovens locais, incluindo ai alguns dos moradores das casas.
Mas Mauricio nao parou por ai. A sua menina dos olhos e sem sombra de duvidas a escola comunitaria, que atualmente atende mais de 700 criancas diarimente, desde o jardim ate parte do ensino medio. Favorece exclusivamente as criancas e adolescentes que realmente nao podem pagar por seus estudos elementares, muitos dos quais orfaos entregues a sorte do destino. Devido a feliz concretizacao dos seus sonhos, Mauricio esta afastando-se de suas oblrigacoes de capelao, passadando a dedicar-se exclusivamente a sua associacao chamada de Santa Bakhita.

Assim, mais felizes com relacao a uma possibilidade de melhora ao alegre e bicicleteiro povo zambiano, pedalamos nossas magrelas rumo a Lusaka, agora mais do que nunca carregadas de esperancas. Ao sinal do primeiro vento forte, da primeira subida, lembraremos de Dom Mauricio, que jamais esmoreceu frente as dificuldades do seu caminho.

Paroquia de Mazabuka
www.mazabuka.org

Italiano

Perche’ gli africani non pedalano?
Ci siamo fatti questa domanda una volta superata la frontiera con il Botswana, infatti lo Zambia e’ il primo paese in Africa in cui abbiamo visto un numero ragionevole di persone che usano la bicicletta come un vero e proprio mezzo di trasprto. E che mezzo! Trasportano di tutto, da taniche di benzina, che in Botswana e’ piu’ economica, a sacchi di farina, di cemento e di carbone. La loro creativita’ nel caricare la bici non ha davvero limiti! Tornando al mio dubbio, perche’ negli altri paesi in cui abbiamo pedalato finora le persone non usano la bici? Potrebbero esserci molte scuse a riguardo e vorrei analizzarne alcune. Prima pero’ e’ opportuno fare una considerazione. Quando parlo di africani, in questo caso mi riferisco agli africani negri e non ai bianchi. Per questi ultimi infatti il concetto di bicicletta non esiste.
Quindi la prima possibile scusa per cui gli africani non pedalano potrebbe essere la precarieta’ delle condizioni della strada o il traffico intenso, ma non e’ cosi’. Nei tre paesi percorsi finora, Sud Africa, Namibia e Botswana, le strade sono buone tutto sommato, persino quelle secondarie, generalmente sterrate. Anche il traffico, fatta eccezione per alcuni casi, tipo nei pressi delle grandi citta’, non e’ assolutamente eccessivo. La seconda scusa potrebbe essere il rilievo mantagnoso. Anche in questo caso pero’, escludendo le salite di Namaqualand in Sud Africa, la strada e’ prevalentemente piana, soprattutto in Botswana. Forse una scusa plausibile potrebbe essere il vento che in alcuni periodi dell’anno e’ davvero molto forte. Ad ogni modo non si puo’ pretendere che ci siano sempre le condizioni ottimali.
Il mio dubbio rimane. Perche’ non usano la bici? A parer mio sarebbe una soluzione, o quanto meno un miglioramento per molti problemi. Prima di tutto la popolazione africana negra e’ generalmente povera. La bicicletta sarebbe dunque un mezzo di trasporto piu’ accessibile. E’ economica, non ha bisogno di carburante, eccetto qualche caloria, richiede una manutenzione facile ed economica. Inoltre sarebbe in grado di migliorare la qualita’ di vita, visto che un’attivita’ fisica favorisce una buona salute.
Conversando con la gente del posto, qualcuno mi ha detto che la bici e’ un po’ cara per la maggior parte della popolazione. Questo e’ vero in molti casi. Spesso infatti per alcune persone e’ difficile procurarsi il pane quotidiano. Tuttavia ho notato che per alcuni, una volta raggiunto uno standard di vita migliore, la prima necessita’ e’ comprare un’automobile, anche se cade a pezzi. Ancora una volta entra in gioco il modello capitalista: un’automobile, una casa piena di elettrodomestici, eccetera. Tutto questo entra quotidianamente nelle case africane attraverso la parabolica, di cui spesso e’ munita persino qualche capanna.
Scuse a parte una cosa e’ certa. Nel momento in cui siamo entrati in Zambia non e’ aumentato solo il numero delle bici, ma anche il calore con cui le persone ci hanno accolti. La gente ci sorrideva e ci salutava come non era mai successo prima. Non e’ che le due cose sono correlate?

Le chiese cattoliche lungo il cammino

Passato il confine il paesaggio e’ cambiato. Dal Botswana prevelantemente piano, siamo arrivati in Zambia, con le sue montagne e le sue salite. Il vento continuava a soffiare da est, direzione contraria alla nostra fino al Malawi, distante piu’ o meno 1000 km dalla frontiera. Avevamo pero’ dalla nostra parte nuovi punti d’appoggio e combustibile, ovvero le molte chiese cattoliche lungo il cammino e la simpatia e il calore del popolo zambiano.
Quando siamo arrivati a Livingstone, sulla strada principale abbiamo fermato un bianco in bicicletta, cosa davvero rara da queste parti. Indovinate di dov’era? Brasile! Marcio e’ un aspirante prete cattolico del Mato Grosso do Sul. Vive in Africa da quasi due anni e lavora come missionario, una sorta di test prima di essere ordinato padre missionario. E’ un ragazzo davvero molto simpatico. Ci ha invitati a stare nella parrocchia dove vive con Peter, un prete polacco ormai al suo nono anno di permanenza in Africa. Marcio ci ha detto che lungo la strada verso Lusaka avremmo trovato molte chiese cattoliche e che per noi sarebbero state un punto d’appoggio. Per noi ssarebbero state davvero una buona opzione, visto che lo Zambia e’ piuttosto caro. Marcio ci ha dato alcuni contatti utili durante il nostro viaggio verso la capitale. Le chiese non sono state solo dei posti in cui ci siamo fermati per passare la notte, ma un’opportunita’ per capire meglio il lavoro svolto dalla chiesa cattolica in Zambia, che va ben oltre l’evangelizzazione, infatti per molti zambiani e’ difficile procurarsi il cibo quotidiano.
Un esempio e’ don Maurizio, prete italiano che da oltre dieci anni vive nella piccola cittadina di Mazabuka, a 130 km da Lusaka. Quando e’ arrivato aveva un sacco di idee e di sogni e con un duro lavoro e’ riuscito a realizzarne molti. Per prima cosa si e’ dedicato enormemente ai bambini e ai giovani. Questi ultimi infatti sono quelli che risentono maggiormente dell’enorme disoccupazione, cosa che gli espone a rischi come l’alcolismo. Maurizio ha creato delle “arche”, anzi delle “Arche di Noe’” come le ha chiamate. Si tratta di ben sette case costruite per accogliere i giovani in difficolta’ e per favorire il loro reinserimento nella societa’ in cui vivono. In ogni casa c’e’ un responsabile, generalmente un ragazzo della comunita’ stessa, che cerca di seguire ed aiutare i ragazzi. Non bere e’ il requisito principale, oltre a frequentare la scuola. Vengono svolte anche attivita’ complementari, come la cura dell’orto, del pollaio, in modo da responsabilizzare i ragazzi e aiutarli concretamente nel quotidiano, cibo compreso. Per restare in ambito alimentare, Maurizio, grazie all’Associazione dei panificatori milanesi, e’ riuscito ad aprire una panetteria. Un’ottima idea che offre ai giovani un’opportunita’ di lavoro, infatti e’ gestita da alcuni ragazzi di Mazabuka. Maurizio non si e’ fermato li’. Il suo fiore all’occhiello e’ senza dubbio la scuola che ha fondato nel 2004. Oggi accoglie piu’ di 700 utenti tra orfani e altri bambini in difficolta’, le cui famiglie non possono permettersi nemmeno di mandarli ad una scuola pubblica. Grazie alla realizzazione di tutto questo, a Mazabuka arrivera’ un altro parrocco e Maurizio potra’ occuparsi a tempo pieno della sua associazione: Saint Bakhita Association.
Ci siamo rimessi in cammino per Lusaka felici con quanto avevamo visto e aiutati dal calore degli zambiani. Al primo vento forte e alle prime salite, abbiamo pensato a don Maurizio e a tutte le difficolta’ che ha affrontato nel suo cammino.

Parrocchia di Mazabuka
www.mazabuka.org

 

Leia mais 1 comment 28 de Junho, 2008

Uma Semana Diferente (Francesca)

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Portugues e Italiano (sotto)

Domingo 25 de maio, Nata, Botswana. Esta jornada comecou atipica, diversa da habitual. As 7 ha um carro que me espera na saida do camping. Alguns amigos sulafricanos me acompanharam ate Kasane, nosso ultimo destino em Botswana, ja na divisa com a Zambia.
Esta e a minha primeira carona, o meu primeiro pedaco da viagem que nao pedalo, a primeira vez que separo-me de Narbal por um pouco, apos um ano pedalando juntos direto.

A nossa semana em Maun, cidade as margens do Delta do Okavango, foi realmente agradavel. Primeiro na companhia de Taryn e Eddy, amigos dos amigos feitos ao longo do caminho, que nos hospedaram em sua bela casa as margens de um rio. Depois na casa de Yolanda e Skulk, com quem fizemos um belo “game drive” no Parque Moremi.

Porem quando partirmos em direcao a Nata, depois da pedalada estenuante do segundo dia, com vento contrario em 135 kms percorridos, o meu corpo cedeu, e eu nao pude fazer outra coisa a nao ser escuta-lo. Durante a ultima noite no camping, peguei meu isolante e saco de dormir e fui para o banheiro!!! Por causa de um forte cistite, andava ao vaso a cada meia hora. Nada a fazer, rendi-me. E aqui me encontro, dentro de um 4×4, bicicleta e bolsas carregadas, rumo a Kasane.

Os enormes buracos e a pouca estrada asfaltada levam-me a crer ter feito a coisa melhor, mas nao e tudo. Na metade do caminho, aparece de repente um animal. A principio me parece um cachorro, mas depois olhando melhor me dou conta de que e um leopardo. Para por um instante em frente ao nosso carro, parecendo confirmar que havemos freiado para que ele pudesse passar. Que sorte! E muito raro ver um leopardo, e acima de tudo na correria das estradas.

Por volta do meio dia chego a Kasane. Depois de uma rapida olhada em todos os lodges super refinados, chego a simples conclusao que economizo dinheiro comprando uma outra barraca (a nossa ficou com Narbal) ficando em um camping. Porem primeiro, decido dar mais um giro pela cidade. Entro em uma igreja, a de Sao Francisco, perguntando sobre um lugar onde eu possa colocar meu colchonete para passar a noite. A um certo ponto aproxima-se uma mulher e conto-lhe rapidamente minha situacao. Nadine! Esta e a pessoa que me convidara a ficar em sua casa. Uma mulher muito ativa, solar e positiva, com mais de 60 anos, demonstrando muito de menos, quer seja externamente como internamente. Ela e uma voluntaria do Peace Corps, oriunda de Denver, Estados Unidos, e a cerca de um ano vive em Kasane. Trabalha em uma escola para criancas, mas acima de tudo trata de coordenar os responsaveis pela escola na coleta de fundos para o novo projeto Methla Ya Bofelo Foundation.(*) (Ver abaixo).

Para chegar em sua casa subimos uma escadaria ingrime, e enquanto ela ajudava-me a empurrar a bicicleta, explicava-me que Kasane e uma cidade muito especial. Esta cidade delimita com o Parque Nacional Chobe, uma das reservas mais famosas na Africa, e a peculariedade e que o parque nao e cercado. Significa que o encontro com os animais selvagens na cidade pode ser algo mais comum do que se imagina. Os elefantes caminham livres atravessando a estrada, os javalis encontram-se diariamente fucando no lixo dos supermercados, e ao por do sol e comum escutar os leoes rugindo na vizinhanca. Na escada que agora subimos, e comum a presenca de bufalos, que saem da area do parque tentando chegar ao rio Chobe para beber agua. E estes animais sao realmente perigosos, porque ao contrario dos outros, atacam sem ao menos ser perturbados. O meu encontro com um animal selvagem felizmente foi mais engracado, na casa de Nadine. Narbal ja encontrava-se junto a mim depois de tres dias, e em uma tarde tranquila, pouco antes de sairmos, percebemos que a porta da casa abrira-se. Instintivamente pensamos que era Nadine. Ao contrario nao. Um babuino abriu a porta e foi diretamente a cozinha fugindo com todas as bananas!!!

Durante a semana na casa de Nadine descansei e recuperei completamente minhas forcas, sem contar as belas conversas que parecia estar fazendo com uma velha amiga, algo que realmente sentia falta. Percebi uma vez mais a importancia fundamental de se parar em um lugar, mesmo que seja por apenas alguns dias, criando um vinculo com o anfitriao. E isto e ainda mais importante quando considera-se que ate o momento esta sendo dificil entrar em contato com as pessoas locais. Sem duvidas em cada pais pedalado, Africa do Sul, Namibia e Botswana, pudemos dizer que fizemos amigos e que talvez um ou outro encontraremos em qualquer lugar do mundo algum dia. Porem nestes tres paises, como ocorre no resto da Africa, e muito facil viajar em uma realidade paralela. Explico-me. Ha uma Africa dos safaris, dos lodges cinco estrelas, de um turismo onde tudo e possivel, bastando para tanto pagar muito. Pode-se jantar a luz de velas em pleno deserto, fazer safaris em patinetes eletricos e tantas outras coisas que nada tem haver com estes lugares. O problema nao e visitar ou nao os lugares maravilhosos, os quais a Africa e riquissima. O problema e que limitando-se a isto, a ideia que se tem destes paises e extremamente reduzida, e acima de tudo distorcida. A Kasane, por exemplo, a estrada principal as margens do rio Chobe, onde encontram-se toda a estrutura turistica, parece um cidade completamente diferente daquela encontrada a poucos metros dali. Nao haver um tempo limitado para viajar, favorece estas percepcoes. Entretanto creio que se tivesse menos tempo, ainda sim seria possivel perceber a realidade de um modo mais amplo, mais real. Cada vez mais dou-me conta de quanto o caminho percorrido merece atencao. Talvez menos espetacular do que o destino planejado, mais cheio de surpresas e pequenos detalhes que fazem as lembracas mais nitidas do que qualquer outra coisa.

(*) METHLA YA BOFELO FOUNDATION
Trata-se de uma ONG (organizacao nao-governamental) que possui sede em Kasane, Botswana. Methla Ya Bofelo significa “ marca do tempo”. Em verdade sempre mais orfaos e criancas a risco marcam o que ocorre a cada dia em Botswana. Segundo um estudo, uma em cada cinco criancas sera orfa ate 2011, em funcao da Aids/HIV. Muitos destes sao considerados “a risco” porque sao filhos de pais doentes, vivem na pobreza, ou ainda porque sao descriminados por serem de familias afetadas pela Aids/HIV.

O objetivo principal desta fundacao e garantir a elas educacao e ajuda-los a terem um futuro melhor e mais seguro. Por esta razao o projeto trata de arrecadar fundos, dando continuidade ao trabalho. Esta apenas no inicio, mas ja ha 11 criancas frequentando a Fair Lady School a Kasane. Este por sua vez e um centro que vai desde o jardim ate a escola primaria, e onde os orfaos e criancas a risco convivem com as criancas de outras familias que pagam os estudos. A organizacao esta trabalhando para a construcao de um novo centro para desenvolvimento de atividades extra curriculares, onde poderam ajudar ainda mais as criancas necessitadas. Atualmente ha cinco voluntarios, residentes em Kasane, que ocupam-se da Methla Ya Bofelo Foundation. Para ajudar podem ser feitas doacoes em dinheiro, roupas, comida ou qualquer outra coisa que possa lhes ser util. Pode-se entar em contato com a organizacao para saber como proceder uma doacao em dinheiro ou outros materiais, alem do que, meter a disposicao seu tempo ou suas habilidades em prol desta (destaca-se a area de arquitetura e/ou engenharia civil, informatica, mecanica de veiculos, etc)

Para entrar em contato com a Methla Ya Bofelo Foundation:

P.O. Box 472, Kasane – Republic of Botswana
e-mail mybfoundation@yahoo.com
Tel. 00267 6252754 Cell. 00267 72695415

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UNA SETTIMANA DIVERSA (Francesca)

Domenica 25 maggio, Nata, Botswana.
Questa giornata inizia per me in un modo diverso dal solito.
Alle 7 c’e’ una macchina che mi aspetta fuori dal campeggio. Degli amici sudafricani mi accompagneranno fino a Kasane, ultima nostra destinazione in Botswana, al confine con lo Zambia.
Il mio primo passaggio in macchina, il mio primo tratto di strada non pedalato, la prima volta in cui dopo esattamente un anno io e Narbal ci separeremo per un po’.

La nostra settimana a Maun, citta’ ai margini del delta del fiume Okavango, e’ stata una sosta piu’ che piacevole, prima in compagnia di Taryn e Eddy, amici di amici fatti lungo il cammino, che ci hanno ospitati nella loro bellissima casa sul fiume, poi a casa di Yolanda e Skulk, con cui abbiamo fatto un bellissimo Game Drive nel parco nazionale Moremi.
Una volta ripartiti in direzione Nata, dopo gli estenuanti 135 km col vento contrario del secondo giorno, il mio corpo ha ceduto e io non ho potuto far altro che assecondarlo.

Durante l’ultima notte in campeggio, ho preso materassino e sacco a pelo e mi sono sdraiata ai bagni. Per un forte attacco di cistite, ogni mezz’ora ho avuto bisogno di andarci. Niente da fare, stavolta mi arrendo. Ed eccomi su un 4×4, bici e borse caricate, in direzione Kasane.
I giganteschi buchi e la poca strada asfaltata mi fanno pensare di aver fatto la scelta migliore, ma non e’ tutto. Nel bel mezzo del tragitto sbuca ad un certo punto un animale. Mi sembra un cane, poi metto bene a fuoco, un leopardo, esattamente davanti alla nostra macchina. Si ferma un istante come ad assicurarsi che abbiamo frenato per farlo passare. Che fortuna! E’ rarissimo vedere un leopardo, soprattutto nei pressi della strada.
Verso mezzogiorno arrivo a Kasane. Dopo un rapido sondaggio in tutti i lodge super chic, arrivo alla conclusione che risparmieri di piu’ comprando un’altra tenda (la nostra e’ con Narbal) per poi piazzarmi in un camping, ma prima di arrendermi decido di guardarmi ancora un po’ in giro. Entro in una chiesa, la chiesa di S. Francesco, per chiedere se posso mettere da qualche parte il mio materassino e passare la notte li’.
Ad un certo punto si avvicina a me una donna e in breve le racconto la situazione. Nadine! Questa e’ la persona che m’invitera’ a stare a casa sua. Un’energica donna estremamente solare e positiva di 60 anni compiuti, che ne dimostra molti meno sia dentro che fuori. E’ una volontaria di Peace Corps e viene da Denver, Stati Uniti. Gia’ da un anno lavora a Kasane in una scuola per bambini, ma soprattutto coordina i responsabili del posto e con loro lavora alla raccolta’ di fondi per un nuovo progetto, Methla Ya Bofelo Foundation.(*)
Per arrivare a casa sua percorriamo una scalinata ripida e mentre mi aiuta a spiangere la bici mi avverte che Kasane e’ una citta’ molto speciale. Infatti confina con il Chobe National Park, una delle piu’ famose riserve di animali africane, e dato che non e’ recintata, e’ normale fare incontri ravvicinati con gli animali. Gli elefanti scorazzano liberi e attraversano la strada. i facoceri temporeggiano davanti al supermercato frugando nell’immondizia e al tramonto e’ frequente sentire i leoni ruggire nelle vicinanze, se non vederli di persona! Sulla scalinata per arrivare a casa sua spesso corrono i bufali per scendere alla ricerca di acqua nel fiume Chobe. Questi animali sono realmente pericolosi, perche’ diversamente dagli elefanti e dagli altri predatori, attaccano anche se non sono disturbati. Il mio incontro piu’ divertente e’ stato proprio a casa di Nadine. Narbal mi ha raggiunta dopo tre giorni e un pomeriggio, poco prima di uscire, sentiamo la porta che si apre. Istintivamente pensiamo che sia Nadine. Invece no. Un babbuino. Ha aperto la porta, e’ andato diretto in cucina, ha preso le banane ed e’ uscito!

Durante la settimana a casa di Nadine mi sono riposata e ho recuperato completamente le mie forze, inoltre abbiamo fatto delle bellissime chiaccherate e per me e’ stato come trascorrere del tempo con un’amica, cosa che mi manca davvero tanto ultimamente. Ancora una volta mi sono accorta di come ogni tanto sia fondamentale fermarmi, anche solo per qualche giorno, e creare dei rapporti con le persone che incontro.
Questo e’ ancora piu’ importante considerando quanto finora sia stato difficile entrare davvero in contatto con le persone. Senza dubbio in ogni paese pedalato, Sud Africa, Namibia, Botswana, possiamo dire di aver lasciato degli amici e siamo sicuri che un giorno rincontreremo alcuni di loro da qualche parte. Ma in questi paesi, come accade nel resto dell’Africa, e’ molto facile viaggiare in una realta’ parallela. C’e’ l’Africa dei safari, dei lodge a cinque stelle, di un turismo dove tutto e’ possibile, basta pagare enormi quantita’ di soldi. Puoi cenare a lume di candela su tavole imbandite in pieno deserto, fare safari su monopattini elettrici e mille altre cose che non hanno niente a che vedere con questi posti. Il problema non e’ visitare o no i luoghi meravigliosi di cui l’Africa e’ ricchissima, il problema e’ che limitandosi ad essi, la visione di questo paese non puo’ che essere estremamente ridotta, ma soprattutto alterata. A Kasane, per esempio, il viale principale lungo il fiume, dove ci sono tutte le strutture turistiche, sembra una citta’ completamente differente da quella a poche centinaia di metri.
Avere il tempo dalla mia parte non e’ un fatto da poco, anzi. Credo tuttavia che, anche con tempi piu’ ridotti, sia possibile scegliere di guardare la realta’ in modo piu’ ampio e con meno filtri. Mi accorgo sempre piu’ di quanto il cammino percorso meriti attenzione. Forse e’ meno spettacolare della meta prefissata, ma e’ pieno di sorprese e piccoli dettagli che formano ricordi piu’ nitidi di qualsiasi altra cosa.

(*) METHLA YA BOFELO FOUNDATION
Si tratta di una ONG (organizzazione non governativa) che ha sede a Kasane, Botswana. Methla Ya Bofelo significa “il segno dei tempi”. Infatti sempre piu’ orfani e altri bambini a rischio sono il segno di quanto accade oggi in Botswana. Secondo uno studio, piu’ di un bambino su cinque sara’ orfano entro il 2011 a causa dell’HIV/Aids. Molti di essi sono considerati a rischio perche’ figli di genitori malati, o perche’ vivono in un contesto estremamente povero, o perche’ vengono stigmatizzati come membri di una famiglia affetta da HIV/Aids.
L’obiettivo principale di questa fondazione e’ di garantire loro un’educazione e di supportarli per far si’ che possano avere un futuro migliore e piu’ sicuro. Per questa ragione l’organizzazione cerca di raccogliere e mantenere dei fondi.
E’ ancora agli inizi, ma gia’ undici bambini stanno frequentando la Fair Lady School a Kasane. E’ un centro che che va dall’asilo fino a prima della scuola elementare e dove gli orfani e i bambini a rischio convivono con bambini di famiglie che pagano la retta scolastica.
L’organizzazione sta inoltre lavorando alla costruzione di un nuovo centro per lo sviluppo di attivita’ extra scolastiche, grazie a cui possano ricevere il supporto di cui hanno bisogno. Al momento ci sono cinque volontari, residenti a Kasane, che si stanno occupando di Methla Ya Bofelo Foundation. Per entrare a farne parte si possono donare soldi, o vestiti, o cibo e altre necessita’. Si puo’ segnalare all’organizzazione un modo per raccogliere fondi o altro materiale ed e’ inoltre possibile mettere a disposizione, anche da lontano, le proprie competenze, siano esse riguardanti l’archittettura, l’informatica, la grafica o la manutenzione di un veicolo.
Per mettersi in contattatto con Methla Ya Bofelo Foundation:

P.O. Box 472, Kasane – Republic of Botswana
e-mail mybfoundation@yahoo.com

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Leia mais 1 comment 15 de Junho, 2008