Imprevisto (Francesca)
27 de Novembro, 2008
Portugues e Italiano (Sotto)
Portugues
Primeiramente gostariamos de pedir desculpas aos nossos amigos por termos permanecido tanto tempo sem dar noticias. O isolamento e as dificuldades oferecidas pela area percorrida foram fatores de sobra para justificar tal omissao. Estamos tratando de atualizar o mais rapidamente o Item Roteiro, assim como de mandar noticias mais regularmente a todos amigos e pessoas que no seguem. Em poucos dias o novo relato sobre a incrivel travessia do norte queniano, bem como das missoes catolicas visitadas (Helping in Africa). Sempre uma boa opcao de ajudar a quem realmente precisa, quer seja com doacoes ou com trabalho voluntario!!!. Confiram e obrigado!!!
De uma olhada nas 39 fotos exclusivas sobre este novo texto!!!
FotosConfira tambem o ultimo servico publicado no href=”http://www.jornaltijucas.com.br/jt_377/pagina_8.htm”>Jornal de Tijucas (www.jornaltijucas.com.br Edicao 377)
Imprevisto
1 de novembro, Dar Es Salaam, Tanzania. Ainda aqui. Depois de quase tres meses da minha entrada no pais, ainda continuo aqui , um pouco diferente do inicio e verdade. Eu gosto de Dar Es Salam. Por alguns aspectos, e como qualquer outra capital africana vista ate agora. O trafego e absolutamente selvagem, desregulado, sufocante ao maximo, e nas horas de “rush” da exaurimento nervoso, palavra de quem de trafego sabe um pouco. Mas Dar tem qualquer coisa de especial. Seguramente e merito do mar. A sua presenca se sente forte. Seu perfume se sente mesmo que nao se esteja nas suas vizinhancas. Nos fins de semanas e no tempo livre bastam poucos minutos de bicicleta para se chegar a praias idilicas, areia branca, contornadas de palmeiras, em frente a um mar azulzissimo. Ha sempre sol, frutas por todos lados, uma cidade tropical. Mas nao e tudo obviamente. O merito e sobre tudo do por que estou aqui. Em Dar decidi parar por um mes e meio para trabalhar como voluntaria. Porem, por onde comecar? Depois de estarmos aqui por quase tres semanas, eu e Narbal partimos para Zanzibar. Bela? Sim, mas absolutamente sobre valorada. De Zanzibar eu retornei novamente para a costa. Tinha necessidade de um momento para mim, uma exigencia pessoal. A bicicleta, ou melhor, viajar em bicicleta, me faz muita falta. Mais, este meio de transporte passou a fazer parte das minhas jornadas diarias. Aqui a uso para qualquer coisa, uma ajuda divina para superar as filas infinitas de carro. Se nao tivesse ela em Dar, estaria realmente limitada. Na semana passada quando fui a Arusha, norte tanzaniano, na regiao do Kilimanjaro, peguei um onibus, e percebi o quanto se perde viajando desta maneira. Mas a minha viagem em bicicleta nao terminou. Dentro de poucos dias, quando meu visto da Tanzania terminar, partirei para a Etiopia, onde reencontrarei Narbal e pedalarei com ele. Esta parada prolongada faz parte da minha viagem, uma experiencia unica, especial e imprevista, e e por isto que tratei de aproveita-la ao maximo. Durante estes ultimos meses pensei que teria muito prazer em fazer voluntariado. Estaria bem qualquer coisa, trabalhar em uma creche, um hospital, ensinar ingles. Esta ultima possibilidade era a opcao que havia escolhido, aproveitando assim dos meus estudos. Mas o emprevisto chegou mais uma vez e juro que desta vez nao fiz nada para encontra-lo. mas de uma certa maneira ele e que veio ao meu encontro; o teatro. Conheci Rebecca, uma bela e ativa jovem inglesa, cheia de talento e capacidade no que faz. Trabalha aqui ha 6 meses para uma NGO, e o projeto que leva avante se chama THT, Tanzania House of Talents (Casa Tanzaniana de Talentos). Desde 2006 este projeto trata de ajudar os jovens de Dar Es Salaam, em especial os de rua em situacao dificil. E uma iniciativa especial, porque ao contrario de outros projetos, trata de trabalhar com o potencial artistico dos jovens. Para entrar no THT ha uma selecao especial. Mas que ser bailarino, cantor ou musico, um dos criterios de adimissao e de haver extremamente necessidade de ajuda. No THT os jovens possuem uma alternativa a de estarem na estrada sem nada para fazer. Possuem um lugar para ficar, onde recebem duas refeicoes diarias e os cuidados por parte de outras pessoas, ao contrario da vida na rua. “Mas se sao meninos de rua, onde dormem?”. Todos podem perguntar isto. Um dos aspectos que mas gostei do THT e que o centro busca trabalho aos jovens, e assim mesmo que muitas vezes sendo pouco, eles conseguem ao menos pagar um lugar para dormir. Os jovens conseguem trabalhar concretamente em manifestacoes artisticas nacionais, com publicidade em radio ou tv e com danca. Por exemplo, um cantor esta a Londres com um produtor, o outro trabalha como coreografo para um espetaculo, uma jovem possui um hit na radio local com uma cancao escrita pelos jovens, Msami, um jovem que participou da performace que haviamos feito foi escolhido por uma companhia de danca holandesa e agora esta em tour pela Europa. Resumindo, os resultados aparecem! Ao THT foi pedido a preparacao de uma performace teatral de carater educativo, com enfase na educacao sexual (prevencao e transmissao de HIV/Aids) para ser apresentado nas escolas. Assim, me encontrei fazendo novamente laboratorios de teatro, e mesmo que diversamente, utilizar o trabalho que sempre fiz na Italia. Cmecamos em uma segunda-feira, e como e de praxe na Africa, as coisas sao organizadas de ultima hora. Para quinta da mesma semana deviamos preparar uma performace sobre violencia domestica, para ser apresentada em uma associacao de mulheres na Tanzania. Os jovens sao cheios de coisas a dar. Muitas vezes basta pedir qualquer coisa, e uma infinidade de material para ser trabalhado e apresentado. Mas nao e so isto, possuem uma capacidade de improvisar extrema, capacidade esta que muitas vezes salvara suas vidas na rua. Esta qualidade e uma caracteristica que pode ser usada em cada requisicao feita a eles. Confesso que no dia antes da performace estava um pouco em panico. Era dificil controla-los e gesti-los, mas no momento da performace estiveram impecaveis, como verdadeiros profissionais. Quando nos revimos nos dias seguintes haviamos conquistado uma confianca reciproca. Eles contentes pela performace, e eu entendi que nao e impossivel trabalhar com eles mesmo nao usando os padroes que estou habituada. E ser elastica quanto a horarios e um requisito base. E o que compensa o retardo, por exemplo, e uma infinita capacidade de concentracao, estar presente e de trabalhar duro. Mais do que resultados surpreendentes, os meritos vao ainda alem. O teatro e muito importante para o espectador, mas neste caso sobretudo aos atores que possuem assim uma oportunidade de estravasar energia e sentimentos, reprimidos geralmente no seu dia a dia. Na ultima semana trabalhei com outro grupo de jovens, e sou extremamente contente por ter feito esta experiencia. Fizemos licoes de teatro todos os dias (treinamento e improvisacao), e por azar poucos deles falavam ingles e eu quase nada de swahilli (lingua local). Mesmo assim tive a oportunidade de conviver uma realidade local. Alem de dar-los o que sabia e podia, fui agraciada com momentos impagaveis. Mesmo que um mes e meio nao tenha sido muito, sou feliz de poder tido a oportunidade de parar em um lugar, de ver como a cidade se “acorda”, como vivem as pessoas, de poder ter trabalhado em um bairro em que os “wasungo”, o homem branco nao frequenta. Por mais lentamente que se faca, viajar continua sendo uma passagem continua. Tinha desejo de uma parada mais longa do que as normais, na qual ao inves de me preparar para a proxima etapa, pudesse realmente me misturar com o entorno. Sei desde ja que os jovens faram tanta falta a mim. Outro dia, depois de haverem descoberto que partiria, me perguntaram quando seria meu retorno Nao foi facil dizer a eles que nao trataria-se apenas de um periodo. Porem o que me consola e que eles adoraram a experiencia, assim como eu, enriquecendo-me tanto em tantos aspectos. Agora me sinto pronta para andar e continuar, e dentre poucos meses terminar esta bela viagem.
Italiano
Prima di tutto vorremmo chiedere scusa per non aver dato notizie durante tutto questo periodo. L’isolamento e le difficolta’ dell’area in cui ho pedalato (Narbal) possono sicuramente giustificarci. Stiamo cercando di aggiornare l’itinerario e di mandarvi notizie piu’ regolarmente. Tra pochi giorni vi invieremo il testo della mia pedalata nel nord del Kenya e sulle missioni cattoliche che ho visitato (Helping Africa), sempre pronte a ricecvere qualsiasi tipo di aiuto. Grazie.
Date un’occhiata alle nuove foto > Fotos e all’articolo pubblicato nel href=”http://www.jornaltijucas.com.br/jt_377/pagina_8.htm”>Jornal de Tijucas (www.jornaltijucas.com.br Edizione 377)
IMPREVISTI
1 Novembre, Dar Es Salaam, Tanzania.
Ancora qui. Dopo quasi tre mesi dal mio ingresso in questo paese, mi trovo ancora qui, ma in vesti un po’ diverse dall’inizio. Dar Es Salaam mi piace. Per alcuni aspetti e’ come le capitali africane viste finora. Il traffico e’ assolutamente selvaggio, sregolato, inquinante ai massimi livelli e nelle ore di punta e’ da esaurimento nervoso, parola di chi comunque di traffico ne sa qualcosa! Ma Dar ha qualcosa di speciale. Sicuramente e’ merito del mare. La sua presenza si sente forte. Il suo profumo ti arriva anche se non sei nelle sue vicinanze. Nei fine settimana e nel tempo libero bastano pochi minuti di bici per arrivare su spiagge idilliache, bianche, contornate da palme, davanti ad un mare azzurrissimo. C’e’ sempre il sole, frutta dappertutto, una citta’ tropicale. Ma non e’ tutto ovviamente. Il merito e’ soprattutto del perche’ mi trovo qui. A Dar ho deciso di fermarmi per un mese e mezzo a lavorare come volontaria. Da dove comincio? Dopo essere stati qui per quasi tre settimane, io e Narbal siamo salpati per Zanzibar. Bella, si’, ma assolutamente sopravvalutata. Da Zanzibar io sono ritornata sulla costa. Avevo bisogno di un momento per me, un’esigenza mia personale. La bici, anzi viaggiare in bici, mi manca gia’ tantissimo. Ahime’, questo mezzo e’ diventato parte delle mie giornate. Qui in citta’ la uso per qualsiaisi cosa, un vero sollievo per superare code infinite di macchine. Se non avessi la mia bici a Dar Es Salaam sarei davvero spacciata! La scorsa settimana quando sono stata ad Arusha, a nord della Tanzania, nella regione del Kilimanjaro, ho preso il pulman. Ho realizzato davvero quanto si perda lungo il cammino a viaggiare in questo modo. Ma il mio viaggio in bici non e’ finito. Tra qualche giorno, quando scadra’ il mio visto per la Tanzania, partiro’ per l’Etiopia, dove m’incontrero’ con Narbal e pedalero’ con lui. Questa sosta prolungata e’ comunque parte del mio viaggio, un’esperienza unica, speciale ed imprevista, per questo sto cercando di sfruttarla al massimo. Durante gli ultimi mesi ho pensato spesso che mi sarebbe piaciuto fare del volontariato. Mi sarebbe andata bene qualsiasi cosa, lavorare in un’orfanotrofio, in un ospedale, insegnare inglese. Quest’ultima era l’opzione che avevo deciso di sfruttare visto i miei studi, ma anche qui l’imprevisto e’ arrivato. Giuro che stavolta non ho fatto niente per cercarlo, ma in un certo senso lui ha trovato me, il teatro. Ho conosciuto Rebecca, una bella ed energetica ragazza inglese, piene di talento e molto capace in cio’ che fa. Lavora qui da sei mesi per una ONG. Il progetto che sta portando avanti si chiama THT, Tanzania House of Talents. Dal 2006 questo centro cerca di aiutare i giovani di Dar Es Salaam, in particolare i ragazzi di strada o con situazioni difficili. E’ un’iniziativa davvero speciale perche’, diversamente da molti progetti, si cerca di lavorare coi potenziali artistici dei ragazzi. Per entrare al THT c’e’ una selezione. Oltre ad essere danzatori, cantanti o musicisti, uno dei criteri d’ammissione e’ quello di avere bisogno d’aiuto. Al THT i ragazzi hanno un’alternativa a stare sulla strada o senza far niente. hanno un posto dove “stare”, in cui vengono dati loro due pasti al giorno e in cui qualcuno si prende cura di loro. “Ma se sono ragazzi di strada poi dove vanno a dormire?”. Tutti fanno questa domanda. Uno degli aspetti che piu’ mi e’ piaciuto del THT e’ che si cerca di dare lavoro ai ragazzi e quindi, anche se molto modesta, una possibilita’ di mantenersi e avere un posto dove dormire. I ragazzi riescono concretamente a lavorare in manifestazioni artistiche nazionali, alla radio, in pubblicita’, alla TV o nella danza. Uno di loro, un cantante, e’ a Londra con un produttore, uno lavora come coreografo per uno spettacolo, una ragazza e’ nella hit locale con una canzone scritta da loro, Msami, un ragazzo che ha partecipato alla performance che abbiamo fatto, e’ stato scelto da una compagnia di danza olandese e andra’ in Europa per un periodo. Insomma, i risultati ci sono! Al THT e’ stato chiesto di preparare i ragazzi per delle performance teatrali a scopo educativo per l’educazione sessuale e la prevenzione dell’HIV/Aids da portare nelle scuole. Quindi mi sono ritrovata a fare dei laboratori di teatro e, anche se diversamente, ad utilizzare il lavoro che ho sempre fatto in Italia. Abbiamo iniziato di lunedi’ e, come spesso accade in Africa, le cose vengono organizzate all’ultimo momento! Per il giovedi’ della stessa settimana dovevamo preparare una performance sulla violenza domestica da portare ad un convegno in un’associazione per le donne in Tanzania. I ragazzi sono ricchi di cose da dare. A volte basta solo chiedere loro qualcosa e ti presentano un’infinita’ di materiale su cui lavorare. Non solo, hanno una capacita’ di “cavarsela” davvero estrema, che li ha sempre in qualche modo salvati. Questa qualita’ e’ una loro caratteristica che applicano ad ogni esigenza. Il giorno prima della performance ero un po’ nel panico se devo essere onesta. Loro erano ingestibili e confusi,ma al momento della performance sono stati impeccabili, comportandosi da veri professionisti. Quando ci siamo rivisti i giorni successivi avevmo conquistato la nostra fiducia reciproca. Loro si sono sentiti apprezzati per la performance e io ho capito che non e’ neanche lontanamente possibile pensare di lavorare con loro con gli standard a cui sono abituata. Essere elastici nell’orario e’ un requisito base. Cio’ che compensa i ritardi e’ pero’ una grande capacita’ di essere concentrati, presenti e di lavorare sodo. Inoltre, anche se i risultati sono stati davvero notevoli, non sono solo questi ad essere prioritari. Il teatro in questo caso e’ importante per lo spettatore che si vede rappresentato, ma soprattutto per chi lo fa. Infatti gli attori hanno l’opportunita’ di liberare emozioni ed energie spesso da reprimere nella dura realta’ del loro quotidiano. Nelle ultime due settimane al THT ho lavorato con un altro gruppo di ragazzi. Sono davvero felice di questa esperienza. Ogni giorno abbiamo fatto lezione di teatro, cioe’ training e improvvisazioni e, malgrado solo pochi di loro parlassero inglese e il mio modestissimo kiswahili (la lingua locale), ho avuto il privilegio di poter entrare in alcuni spaccati di come vivono realmente le persone. Abbiamo lavorato su improvvisazioni rigauradanti la vita quotidiana, le relazioni, l’amore, la morte, la stregoneria. Oltre a dar loro quello che sapevo e quello che potevo, sono stata spettatrice di momenti impagabili. Anche se un mese e mezzo non e’ molto, sono contenta di essermi fermata in un posto, di aver visto come la citta’ si sveglia , come vivono le persone, di aver lavorato in un quartiere che gli “wasungo”, i bianchi, non frequentano. Per quanto lentamente si cerchi di farlo, viaggiare e’ comunque un passaggio continuo. Avevo davvero bisogno di una fermata piu’ lunga del solito in cui, invece di prepararmi alla prossima tappa, potessi concretamente mischiarmi con quanto accade intorno a me. So gia’ che i ragazzi mi mancheranno tantissimo. L’altro giorno, dopo aver saputo che sarei partita, mi hanno chiesto per quanto mi sarei assentata! Non e’ stato facile dir loro che non si trattera’ solo di un periodo. Quello che mi consola e’ che loro sono soddisfatti di questa esperienza e anch’io posso dire che questa esperienza mi ha arricchito profondamente.
Adesso mi sento pronta per andare, continuare e tra qualche mese anche terminare questo viaggio.

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1. dario | Novembro 28th, 2008 at 5:15
sei grande! una iniziativa stupenda e soprattutto che ti arricchisce tanto. è un pochino come quando praparo i progetti umanitari nei miei viaggi in moto. si sentono di più, si sa che c’è qualcosa di veramente importante in quello che si sta facendo.
continua così…. in bocca al lupo! ciao
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